Data africano

Map of Africa with countries and capitals. 2500x2282 / 899 Kb Go to Map. Physical map of Africa Una nuova ondata di caldo africano è in arrivo sull’Italia, con temperature che toccheranno i 40 gradi e il rischio di forti temporali. Una nuova ondata di caldo africano in arrivo L’anticiclone africano tornerà presto sul nostro paese. Il caldo sarà intenso soprattutto nelle giornate di venerdì e sabato, quando le temperature si avvicineranno ai […] The following chart is the predicted light curve (visual magnitude as a function of time) of Comet C/2019 F1 (ATLAS-Africano), according to the most recent ephemerides data. Magnitude data is sampled with a 2 days interval and there might be inaccuracies for objects changing brightness very rapidly during the course of a few days. The African Development Bank (AfDB) provides access to information on all of its lending projects from 1967 up to now. Based on the IATI data, the dataset includes basic information such as the project title and ID, country, sector, task manager but also, financial information, results and links to publicly disclosed documents. ANTICICLONE AFRICANO IN ARRIVO-L'anticiclone africano, già nel corso delle prossime ore, inizierà nuovamente a rafforzarsi sulla nostra Penisola a iniziare da Ovest, determinando tanto sole da ... About Africano Park - افريكانو بارك. Africa Safari Park is the first and biggest open zoo in Egypt that provides everyone a chance to live the natural life adventure View Census Data for Africano. Africano Family Occupations What did your Africano ancestors do for a living? Share. In 1940, Machinist and Stenographer were the top reported jobs for men and women in the US named Africano. 22% of Africano men worked as a Machinist and 50% of Africano women worked as a Stenographer. Some less common occupations ... ROMA – In arrivo un’ondata di caldo africano in Italia. Secondo quanto riportato dalle autorità meteorologiche, nel nostro Paese venerdì 31 luglio 2020 le temperature dovrebbero arrivare fino a 40 gradi con il bollino rosso emesso per 10 città: Roma, Bologna, Torino, Firenze, Campobasso, Pescara Rieti, Frosinone, Bolzano e Perugia. Welcome to AFRICANOWEB.COM, a website dedicated to those who bear the AFRICANO last name. Its a work in progress. If your last name is AFRICANO, here is where we will gather to share family data, link up our family genealogical tree (all the way back to as far as the written history will allow us to do) and share with one another. Data revolution essential to support Africa’s quest for sustainable development, says Ethiopia’s President. Enhancing Africa’s national statistical system crucial, says ECA’s Chinganya ahead of Statcom-Africa-VI. Africa sharpens expertise in agricultural statistics.

Algumas curiosidades das eliminatórias das copas do mundo - Parte VII

2020.06.21 23:16 jeduardooliveira Algumas curiosidades das eliminatórias das copas do mundo - Parte VII

Outras partes: Parte I Parte II Parte III Parte IV Parte V Parte VI
1966
- Dos 124 países filiados à FIFA, 74 se inscreveram até a data-limite (foram rejeitadas as inscrições de Guatemala, Congo e Filipinas por problemas nas inscrições);
- Haviam 14 vagas em disputa, pois o Brasil, como campeão, e a Inglaterra, como sede, já estavam garantidos. As vagas foram divididas assim: 9 para a UEFA (sendo disputadas por 32 seleções, incluindo Israel e Síria), 3 para a CONMEBOL (sendo disputadas por 9 seleções), 1 para a CONCACAF (disputada por 10 seleções) e 1 para a Ásia e a África (disputada por 21 seleções, incluindo a Austrália);
- Juntas, África e Ásia já possuíam o maior contingente de países filiados à FIFA – 57, quase a metade do total. Dos 29 novos países que haviam aderido à FIFA entre 1960 e 1963, 22 eram africanos ou asiáticos. 15 equipes africanas e a Síria desistiram em protesto pelo número de vagas para a África e Ásia. Mas, este não foi o único motivo: em abril de 1963, o Comitê Olímpico Internacional já havia excluído os sul-africanos dos Jogos Olímpicos e de todas as competições internacionais devido ao apartheid, isso não sensibilizou a FIFA, que rejeitou a expulsão da África do Sul, gerando muitos protestos. Somente após todas as seleções africanas desistirem (em outubro de 1964) é que, finalmente, a FIFA decidiu suspender a África do Sul (excluindo, assim, sua inscrição), a exclusão do quadro da FIFA só foi acontecer em 1976. João Havelange foi eleito presidente da FIFA em 1974, muito por conta da falta de tato político da FIFA, em se tratando de distribuição de vagas para os continentes e os imbróglios com questões políticas, era necessário um presidente não europeu;
- No fim, a Coréia do Sul também desistiu, pois não queria ir a Coréia do Norte. Isto justifica o fato de 74 seleções terem se inscrito, porém apenas 51 jogarem;
- No grupo 1 (UEFA), ficaram Bélgica, Bulgária e Israel. Em 1963, a Bélgica aplicou uma goleada, em casa, de 5x1 no Brasil (sem Pelé e com a equipe em renovação). Portanto, a Bélgica era franca favorita, porém acabou empatando em pontos com a Bulgária e isso levou a um jogo desempate. Esse empate em pontos só ocorreu porque a Bulgária venceu Israel, na última rodada, em Tel-a-Viv com um gol a 4 minutos do fim. Gol de Asparukhov. O jogo desempate ocorreria na Itália, em Florença, dia 29 de dezembro de 1965 e, com dois gols de Asparukhov, a Bulgária venceu por 2x1 e garantiu a última vaga da copa;
- Coincidências: a Bulgária garantiu a última vaga da copa, assim como em 1961, contra uma seleção favorita (em 61, foi a França) e em solo italiano (em 61, foi em Milão). Ambas foram em um dia frio de dezembro e os artilheiros da seleção de ambas as eliminatórias morreriam no mesmo acidente: Asparukhov e Nikola Kotkov, faleceriam num acidente de carro, em 30 de junho de 1971, quando eram companheiros de clube no Levski de Sófia. Mais de 550 mil pessoas compareceram no funeral de Asparukhov;
- O quarto jogo do grupo 2 seria decisivo. A Suécia jogava em casa contra a Alemanha e precisava vencer para empatar em pontos com os alemães, forçando o jogo desempate, já que o Chipre, o outro integrante do grupo seria o saco de pancadas. Foi nesse jogo que estreou Franz Beckenbauer, a Alemanha venceu por 2x1;
- No grupo 5 (UEFA), Holanda, Suíça e Irlanda do Norte fizeram jogos muito equilibrados. Na última rodada, aos 45 do segundo tempo, a Suíça fez o gol da vitória por 2x1 sobre a Holanda, chegando a 9 pontos. A Irlanda do Norte, de George Best, só precisa ganhar da Albânia, o jogo era em Tirana, mas a Albânia havia perdido TODOS os jogos do grupo até ali, e parecei que perderia esse também, até os 32 do segundo tempo, quando achou o gol de empate que acabou classificando os Suíços;
- 98 mil na Alemanha Oriental (Jogo aqui), 70 mil na Áustria e 73 mil na Hungria. Os jogos do grupo 6 da UEFA, foram quase todos com o estádio completamente lotado. Em Viena, no jogo Áustria x Hungria, um clássico já que ambos os países pertenceram a mesma nação, foram 70 mil no estádio e 20 mil fora querendo entrar, mesmo sem ingresso. A polícia austríaca teve problema para contornar;
- A Espanha ficaria no grupo da Irlanda e da Síria. A Síria desistiu e Espanha e Irlanda ganharam cada uma seu jogo em casa entre si. No jogo desempate, em Paris, aos 35 minutos do segundo tempo, José Armando Ufarte Ventoso fez o gol que levou a Espanha a copa. Ufarte nascera em 1941, em Pontevedra, na Espanha, mas sua família se mudara para o Rio de Janeiro quando ele tinha cinco anos. Com o apelido de “Espanhol” começou nas categorias de base do Flamengo em 1958, foi emprestado para o Corinthians, voltando em 1962 para o Flamengo, foi titular durante dois anos e campeão carioca de 1963. Em 1964, foi vendido ao Atlético de Madri, onde foi 3 vezes campeão espanhol. Pela seleção da Espanha, Ufarte atuou 16 vezes e marcou dois gols;
- Na América do Sul, foram 9 seleções divididas em 3 grupos de 3. O Uruguai e a Argentina se classificaram sem muitas dificuldades, enfrentando Peru e Paraguai, respectivamente, como maiores ameaças. Porém, no grupo de Chile, Equador e Colômbia a coisa foi mais complicada. Chile e Equador terminaram empatados em pontos e precisaram fazer um jogo desempate. O jogo foi em Lima e terminou 2x1 para os Chilenos. Assista aqui ;
- Pela CONCACAF, México e Costa Rica decidiram a vaga na cidade do México, quem vencesse estaria classificado, o empate geraria um jogo desempate. Aos 16 minutos do primeiro tempo, o México fez 1x0, e após provocações dos jogadores e torcedores que invadiram o campo, os costarriquenhos resolveram devolver na porrada. Pancadaria rolou por 17 minutos, quando o juiz expulsou um de cada lado, porém a torcida mexicana não concordou, achando que apenas o jogador da Costa Rica deveria ser expulso, começaram a arremessar tudo o que podiam no gramado. Só depois do juiz anular a expulsão do jogador mexicano Munguía é que o jogo pode continuar. Mas, no segundo tempo, ele acabou sendo expulso de qualquer jeito junto com mais dois jogadores da Costa Rica;
- Na Ásia, a Coréia do Norte venceu os dois jogos contra a Austrália. Vídeo Aqui;
Um pouco além das Eliminatórias:
- Um dos motivos encontrados para explicar o fracasso da seleção na copa de 66 foi “a absurda convocação de 45 jogadores”. Porém, em 1962, foram chamados 41 jogadores, ninguém reclamou. A grande diferença é que 1966, a desorganização permitia que dirigentes dos clubes pressionassem os cortes e a convocação. Além disso, em 1962, pelos menos 15 dos 22 jogadores todos sabiam que iriam para a copa de qualquer jeito;
- Se as nações africanas desistiram, e a copa não teve seleções africanas participantes entre 1934 e 1970, o continente não deixou de ser bem representado. Pela segunda vez um artilheiro de Copa do Mundo era nascido no continente africano. A primeira foi em 1958, com o marroquino Just Fontaine, que atuou pela Seleção da França. Eusébio, goleador do Mundial da Inglaterra, era natural de Moçambique;
- A derrota para a Hungria na segunda rodada da Copa do Mundo de 1966 quebrou uma série de 13 jogos invictos do Brasil (11 vitórias e 2 empates). Nunca uma seleção ficou tanto jogos sem perder na competição;
- Essa foi a primeira Copa que não teve jogos aos domingos. Por motivos religiosos, os esportes eram proibidos nesse dia nas Ilhas Britânicas. Os britânicos só teriam o domingo liberado para o futebol a partir de 1973. Até hoje permanece a maioria dos jogos da Premier League segue sendo no sábado;
Fontes:
A grande história dos mundiais 1962, 1966, 1970, do MAX GHERINGER (2018).
https://trivela.com.bcopa-copa-historia-completa-da-repescagem-intercontinental-nas-eliminatorias/
GEHRINGER, Max. Revista A Saga da Jules Rimet. A História das Copas de 1930 a 1970. Editora Abril, 2006.
https://www.fifa.com/worldcup/archive/england1966/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Copa_do_Mundo_FIFA_de_1966
https://pt.wikipedia.org/wiki/Eliminat%C3%B3rias_da_Copa_do_Mundo_FIFA_de_1966
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2020.06.14 19:19 Valexar Perché Montanelli è criticato, la vicenda

Non si sarà mai dei dominatori, se non avremo la coscienza esatta di una nostra fatale superiorità. Coi n-word non si fraternizza. Non si può, non si deve. Almeno finché non si sia data loro una civiltà.
(Indro Montanelli, Civiltà Fascista, 1936)
Correva l'anno 1935 e il venticinquenne Montanelli lavorava da pochi mesi presso l'agenzia giornalistica statunitense United Press International. Nessuna persona al mondo avrebbe potuto immaginare che in meno di quattro anni sarebbe scoppiata una nuova guerra mondiale, tanto meno Benito Mussolini, che stava per destinare tutto il denaro spendibile dal governo italiano in un'impresa che ne avrebbe restituito assai poco. Già dall'anno precedente, infatti, il regime fascista stava preparando l'invasione del regno d'Etiopia, l'ultimo stato africano indipendente, non tanto per sfruttarne le ricchezze, piuttosto per per vendicare la disfatta subita dal Regno d'Italia nella guerra d'Abissinia di quarant'anni prima e dimostrare al mondo di essere una potenza coloniale quanto la Francia o il Regno Unito.
Non si sa bene perché il giovane Montanelli rimase così colpito da questa guerra; forse pensava che avrebbe assistito alla storia, forse sperava di farsi notare da un grande giornale italiano. Fatto sta che si propose alla United Press come inviato in Etiopia, ma l'agenzia rifiutò, poiché pensava che il resoconto di un giornalista italiano non sarebbe stato abbastanza imparziale. A Montanelli rimase un'unica scelta se voleva davvero osservare la guerra da vicino: parteciparvi. Si licenziò e si arruolò volontario in un battaglione di ascari, i soldati eritrei che combattevano nell'esercito italiano.
Questa guerra è per noi come una bella lunga vacanza dataci dal Gran Babbo in premio di tredici anni di scuola. E, detto fra noi, era ora.
(Indro Montanelli, XX Battaglione eritreo, Milano, Panorama, 1936)
La sua esperienza sul campo di battaglia durò meno di due mesi: a dicembre fu ferito e trasferito presso l'Ufficio Stampa e Propaganda di Asmara, in Eritrea. Oltre al nuovo lavoro la guerra aveva portato a Montanelli anche una moglie. Secondo le usanze degli ascari non si poteva combattere prima del matrimonio, e quindi Indro sposò Fatìma (detta Destà), una dodicenne etiope comprata dal padre insieme ad una capanna, un fucile ed un cavallo, per circa 500 lire (oggi sarebbero grosso modo 500 euro). Nonostante il codice penale italiano vietasse i rapporti sessuali con minori di quattordici anni, il fatto risultò perfettamente legale, perché i matrimoni contratti all'estero dovevano semplicemente seguire le leggi del paese in cui avvenivano.
Faticai molto a superare il suo odore, dovuto al sego di capra di cui erano intrisi i suoi capelli, e ancor di più a stabilire con lei un rapporto sessuale perché era fin dalla nascita infibulata: il che, oltre a opporre ai miei desideri una barriera pressoché insormontabile (ci volle, per demolirla, il brutale intervento della madre), la rendeva del tutto insensibile.
(Indro Montanelli, Corriere della Sera, 12 febbraio 2000)
Ad agosto Montanelli tornò in Italia, forse guarito da molte illusioni, come sostenne Carlo Rosselli. Destà fu ceduta al governatore Alessandro Pirzio Biroli, che gestiva un piccolo harem e in seguito, dopo che la pratica del madamato fu proibita ai soldati italiani, nell'aprile 1937, sposò un soldato eritreo, che era stato sottoufficiale di Montanelli. La coppia ebbe tre figli e il primo venne chiamato Indro per il volere del padre, che come scritto dallo stesso giornalista, considerava Montanelli a sua volta come un padre, tanto da chiedergli il permesso di sposare Destà anche dopo che questa non gli apparteneva più.
Le prime accuse di violenza su minore arrivarono molti anni più tardi, nel 1972, da parte della giornalista Elvira Banotti; Montanelli le rispose che "in Abissinia funziona così". Ancora nel 2000, sul Corriere della Sera, il giornalista raccontò la sua versione della vicenda, affermando: «Spero di non avervi scandalizzato. Se l'ho fatto, è colpa vostra».
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2020.05.21 17:22 JustTheRealNews Spotlight on Commerce: Connie Africano Remoroza, Research Chemist, Mass Spectrometry Data Center, Biomolecular Measurement Division, National Institute of Standards and Technology (NIST)

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2019.08.29 21:54 Pepe-Argento [Mega Thread] Origen de palabras y frases argentinas

Estimados rediturros, en base al post del usuario que hoy descubrió la etimología de Michi (gato), vengo a hacerles entrega del thread que se merecen aquellas personas curiosas.
Seguramente faltan varias palabras pero dejo las que fui recolectando. ----
A CADA CHANCHO LE TOCA SU SAN MARTÍN.
Alude al 11 de noviembre, día de San Martín de Tours, patrono de Buenos Aires, que se celebra comiendo lechón. Significa que a todos les llega en algún momento la compensación por sus buenos o malos actos.
A SEGURO SE LO LLEVARON PRESO.
Viene de Jaén, España, donde los delincuentes eran recluídos en el Castillo de Segura de la Sierra. Originalmente se decía `a (la prisión de) Segura se lo llevaron preso`, que advertía de no robar, para no terminar en Segura. Hoy significa que nadie está libre de alguna contingencia.
AL TUN TÚN.
Con la expresión `al tun tún`, los paremiólogos no se ponen de acuerdo: para unos deviene de `ad vultum tuum`, que en latín vulgar significa `al bulto`, y para otros, es una voz creada para sugerir una acción ejecutada de golpe. De cualquier forma, hoy `al tun tun` indica algo hecho sin análisis ni discriminación.
ANANÁ.
Es una fruta nativa de América del Sur, deliciosa, decorativa y habitualmente asociada con los climas tropicales. El vocablo ananá proviene de nana, que en guaraní significa perfumado. Y fueron los colonizadores portugueses quienes adaptaron esta voz original guaraní para acercarla al modo en que hoy la usamos en la Argentina. Otra de sus nominaciones, piña, se debe a Cristóbal Colón, quien al verla por primera vez (en 1493, en la isla de Guadalupe) pensó erróneamente que había encontrado un tipo de piñón de pino.
ATORRANTES.
Lo de `atorrantes` viene de principios del siglo pasado, cuando colocaron unos grandes caños de desagüe en la costanera, frente a la actual Casa de Gobierno, en lo que hoy es Puerto Madero. Éstos tenían la leyenda `A. Torrant et Cie.` (nombre del fabricante francés) bien grande a lo largo de cada segmento de caño, y estuvieron casi más de un año hasta que, por fin, los enterraron. Mientras tanto `se fueron a vivir a los caños` cuanto vago, linyera y sujetos de avería rondaban por la zona y así surgió este dicho. Cuando la gente se refería a las personas que vivían en esos caños, los llamaban "A-Torran-tes". Más adelante se llamó así a toda persona vaga o de mal comportamiento.
BACÁN.
Aunque casi ya no se emplea, podemos escuchar esta palabra en muchísimos tangos de comienzos del siglo XX. “Mina que de puro esquillo con otro bacán se fue”, dice la letra de Ivette, compuesta por Pascual Contursi. “Hoy sos toda una bacana, la vida te ríe y canta”, reza Mano a mano, el clásico de Celedonio Flores. Del genovés baccan (jefe de familia o patrón), el término alude a una persona adinerada, elegante, amante del buen vivir y acompañó un fenómeno social: el surgimiento de la clase media y la figura del hombre capaz de darse ciertos lujos y exhibirlos.
BANCAR.
Con frases como “Yo te banco” o “No te banco más”, bancar es uno de los verbos que más usamos los argentinos para expresar si aguantamos, toleramos o apoyamos a algo o alguien. El origen del término es bastante discutido. Algunas opiniones señalan que alude al banco en el que nos sentamos, en el sentido de que este soporta nuestro cuerpo. Sin embargo, otros argumentan que se trata de una expresión popularizada gracias a los juegos de azar. Es que “bancame” era la súplica que hacían los apostadores a los responsables de la banca en los casinos.
BARDO.
Esta voz comenzó a utilizarse en la década del 80 y se propagó rápidamente, incluso con su verbo derivado: bardear. Se aplica para indicar la ocurrencia de problemas, líos, desorden o embrollos. Para algunos es una especie de “lunfardo del lunfardo” porque se trata de una simplificación del término balurdo, otra locución coloquial que tomamos del italiano (balordo: necio o tonto). Así que están avisados: la próxima vez que digan que algo “es un bardo”, sepan que del otro lado del océano pueden interpretar que se refieren simplemente a una tontería.
BERRETÍN.
Una obsesión, un capricho, una esperanza acariciada sin fundamento racional… eso es un berretín. De origen genovés, donde beretín alude a una especie de gorro o sombrero, la creatividad popular nombró así a los deseos intensos que llevamos en la cabeza. El tango supo recoger esta palabra. Por ejemplo, Niño bien arranca: “Niño bien, pretencioso y engrupido, que tenés el berretín de figurar”. Esta voz, hoy casi en desuso, también llegó al cine. En 1933 se rodó Los tres berretines, la segunda película argentina de cine sonoro que narraba tres pasiones porteñas: fútbol, tango y cine.
BOLÓ.
Sin lugar a dudas, boludo es una de las palabras que identifican a los argentinos y que más transformó su sentido a lo largo de las últimas décadas. De ser agresiva e insultante, se convirtió en una expresión inocente y típica empleada para llamar la atención del otro. En la provincia de Córdoba evolucionó de tal modo que terminó teniendo una sonoridad totalmente diferente: boló. Y la frase “¿Qué hacé’ boló?” podría ser perfectamente el saludo entre dos cordobeses que se tienen la más alta estima.
BOLUDO [Mención especial].
Convertida en un verdadero clásico argentino, boludo (y sus derivados, boludez, boludeo, boludear) fue mutando su significado a través del tiempo.
En el siglo XIX, los gauchos peleaban contra un ejército de lo que en aquella época era una nación desarrolla como la española.
Luchaban contra hombres disciplinados en las mejores academias militares provistos de armas de fuego, artillería, corazas, caballería y el mejor acero toledano, mientras que los criollos (montoneros), de calzoncillo cribado y botas de potro con los dedos al aire, sólo tenían para oponerles pelotas, piedras grandes con un surco por donde ataban un tiento, bolas (las boleadoras) y facones, que algunos amarraban a una caña tacuara y hacían una lanza precaria. Pocos tenían armas de fuego: algún trabuco naranjero o arma larga desactualizada.
Entonces, ¿cuál era la técnica para oponerse a semejante maquinaria bélica como la que traían los realistas? Los gauchos se formaban en tres filas: la primera era la de los "pelotudos", que portaban las pelotas de piedras grandes amarradas con un tiento. La segunda era la de los "lanceros", con facón y tacuara, y, la tercera, la integraban los "boludos" con sus boleadoras o bolas. Cuando los españoles cargaban con su caballería, los pelotudos, haciendo gala de una admirable valentía, los esperaban a pie firme y les pegaban a los caballos en el pecho. De esta forma, rodaban y desmontaban al jinete y provocaban la caída de los que venían atrás. Los lanceros aprovechaban esta circunstancia y pinchaban a los caídos.
En 1890, un diputado de la Nación aludió a lo que hoy llamaríamos "perejiles", diciendo que "no había que ser pelotudo", en referencia a que no había que ir al frente y hacerse matar. En la actualidad, resemantizada, funciona como muletilla e implica un tono amistoso, de confianza. El alcance del término es tan grande que, en el VI Congreso de la Lengua Española, realizado en 2013, el escritor argentino Juan Gelman la eligió como la palabra que mejor nos representa.
BONDI.
A fines del siglo XIX, los pasajes de tranvía en Brasil llevaban escrita la palabra bond (bono en inglés). Por eso, las clases populares comenzaron a referirse al tranvía como bonde (en portugués la “e” suena como nuestra “i”). A partir de entonces, el recorrido del vocablo fue directo: la trajeron los italianos que llegaban desde Brasil y, cuando el tranvía dejó de funcionar en Buenos Aires, se convirtió en sinónimo popular de colectivo.
CAMBALACHE.
Es el título del emblemático tango escrito por Enrique Santos Discépolo en 1935. Pero, ¿sabés qué significa exactamente esta palabra? Originalmente deriva del verbo cambiar y en nuestro país se utilizó para nombrar a las antiguas tiendas de compraventa de objetos usados. Este es el sentido que se le da en el tango cuando dice: “Igual que en la vidriera irrespetuosa de los cambalaches se ha mezclao la vida, y herida por un sable sin remache, vi llorar la Biblia junto al calefón”. Por eso, el significado se transformó en sinónimo de desorden o mezcla confusa de objetos.
CANA.
Existen diferentes versiones para explicar cómo surgió este vocablo que en lunfardo significa unívocamente policía. Una dice que proviene de la abreviatura de canario, que se empleaba en España para designar a los delatores. Aunque la historia más extendida lo ubica en el idioma francés, del término canne, y alude al bastón que portaban los agentes del orden. Como sea, cana pasó a nombrar a la policía y, más tarde, se empleó como sinónimo de cárcel (“ir en cana”). Hoy también se utiliza la expresión “mandar en cana” para decir, con picardía, que dejamos a alguien en evidencia.
CANCHA.
Apasionados por el deporte, los argentinos repetimos frases que ya forman parte de nuestra genética. “El domingo vamos a la cancha” es una de ellas. Como es sabido, cancha es el espacio que se destina a eventos deportivos y, en ocasiones, a algunos espectáculos artísticos. Pero lo que pocos conocen es que esta palabra proviene del quechua, lengua originaria en la que kancha significa lugar plano. La acepción que en la actualidad le damos a esta expresión llegó con la práctica de la lidia de toros y pronto se expandió a todos los deportes.
CANILLITA.
El origen de esta palabra es literalmente literario. La voz se toma de Canillita, una pieza teatral escrita por Florencio Sánchez en los primeros años del siglo XX. El protagonista es un muchacho de 15 años que trabaja en la calle vendiendo periódicos para mantener a su familia. Como sus piernas son muy flaquitas y lleva unos pantalones que le quedaron cortos por los que asoman sus canillas, lo llaman Canillita. Desde 1947, el 7 de noviembre se celebra el Día del Canillita en homenaje a la muerte del gran escritor uruguayo, autor de otra obra emblemática M’hijo el dotor.
CATRASCA.
Puede que, a menudo, muchos de los que utilizan esta palabra para referirse socarronamente a las personas torpes o propensas a los pequeños accidentes no tengan cabal idea de su significado literal. Sucede que esta expresión se establece como síntesis de la frase “Cagada tras cagada”. En la Argentina, se hizo popular en 1977 a partir de la película El gordo catástrofe, protagonizada por Jorge Porcel, quien personificaba un hombre que vivía de accidente en accidente y al que todos llamaban Catrasca.
CHABÓN.
Desde el tango El firulete, de Rodolfo Taboada, que dice “Vos dejá nomás que algún chabón chamuye al cuete y sacudile tu firulete…”, hasta After chabón, el último disco de la banda de rock Sumo, esta voz del lunfardo se instaló en la cultura argentina como sinónimo de muchacho, tipo o pibe. El término deriva de chavó (del idioma caló, usado por el pueblo gitano), que significa joven, muchachuelo. De allí provienen, también, algunas variantes como chavo y chaval, empleadas en diferentes países de habla hispana.
CHAMAMÉ.
La palabra chamamé proviene del guaraní chaá-maì-mé (“estoy bajo la lluvia” o “bajo la sombra estoy”). Según Antonio Sepp, musicólogo jesuita, los nativos se reunían bajo un enorme árbol y, en forma de ronda, hablaban y cantaban ordenadamente a lo largo de la noche; respetaban así la sabiduría de los años, sin negarles un lugar a los más jóvenes. Muchas veces terminaban danzando y desplazándose como en un rito de adoración o gratitud. Es en esos espacios de encuentro donde se cree que nació el chamamé, esa marca de identidad musical de la Mesopotamia.
CHAMIGO.
La oralidad reunió che y amigo en un solo término para dar origen a una tercera palabra: chamigo. En este caso, el vocablo che proviene del guaraní, y no del mapuche ni del valenciano, donde tiene otros significados. En guaraní, che es el pronombre posesivo mi, y por eso chamigo quiere decir mi amigo o amigo mío. Esta voz se emplea en Chaco, Corrientes, Misiones y Entre Ríos, provincias donde la cultura guaranítica tiene mayor peso. “El chamigo es algo más que lo común de un amigo, es esa mano que estrecha con impulso repentino”, canta el chamamecero Antonio Tarragó Ros.
CHANGO.
En el noroeste se usa la palabra chango, o su diminutivo changuito, como sinónimo de niño o muchacho. El término deriva de una voz quechua que significa pequeño. Una zamba dice “Cántale, chango, a mi tierra, con todita tu alma, con toda tu voz, con tu tonadita bien catamarqueña; cántale, changuito, lo mismo que yo”. Nieto, Farías Gómez y Spasiuk son solo tres de los Changos que ha dado el folklore argentino y que llevan este vocablo como apodo, indisolublemente unido a su apellido.
CHANTA.
Se trata de la abreviatura de la voz genovesa ciantapuffi, que significa planta clavos; es decir, persona que no paga sus deudas o que no hace bien su trabajo. Pero en nuestro país, cuando le decimos chanta a alguien, nos referimos a que no es confiable o creíble, que es irresponsable o no se compromete. Aunque también se asocia a la picardía si se emplea para nombrar a aquel que finge y presume cualidades positivas. En otras palabras, un chanta sería un charlatán, un chamuyero. En cambio, “tirarse a chanta” es abandonar las obligaciones o, como se dice en la actualidad, “hacer la plancha”.
CHAUCHA Y PALITO.
Se estima que esta frase nació en nuestro campo y se la usa para referirse a algo de poco beneficio económico o ínfimo valor. El palito alude al de la yerba que flota en el mate mal cebado: aquello que no sirve, que está pero molesta. En el caso de chaucha refuerza el sentido: para el gaucho, básicamente carnívoro, la chaucha era un vegetal sin importancia, barato, del que prefería prescindir. Además, en tiempos de la colonia, chaucha se denominaba una moneda de poco valor. Como decir “poco y nada”, pero referido unívocamente al valor monetario.
CHE.
Es una de las palabras que más nos identifica en el mundo. Casi como una seña personal. La usamos para llamar la atención del otro, para quejarnos o simplemente como interjección. La historia más difundida sostiene que es una voz mapuche que significa gente. Sin embargo, otra teoría señala que proviene de Valencia (España), donde le dan usos similares a los nuestros. Ernesto Guevara, ya que de Che hablamos, debe su apodo a la recurrencia con que empleaba la muletilla en su discurso coloquial.
CHORIPÁN.
A mediados del siglo XIX, los gauchos que habitaban las zonas rurales del Río de la Plata dieron origen a una de las minutas que más caracteriza los domingos de los argentinos: el choripán. El término, que es un acrónimo de chorizo y pan, nació en los tradicionales asados gauchescos cuando comer una achura entre dos trozos de pan empezó a ser costumbre. Hoy, a esta denominación que ya es un símbolo identitario de nuestro vocabulario, se le acoplaron dos sándwiches más: vaciopán y morcipán.
COLIFA.
Colifa es un término muy popular que empleamos para expresar, con cierta ternura, que alguien está loco, piantado o rayado. Aunque el sentido común nos lleva a pensar que proviene del término colifato, los estudiosos explican que coli deriva del vocablo italiano coló (que significa, justamente, chiflado). A su vez, colo es loco al vesre ()al revés en lunfardo). Entonces, colifato, y su apócope colifa, aparecen como transformaciones de ese término original que en el habla de la calle sumó sílabas con fines únicamente creativos.
CROTO.
La expresión `Croto` se remonta a la década del `20, cuando el entonces Ministro de Obras Públicas y Transporte, Crotto, implementó una especie de certificado de pobreza y cuyo portador podía viajar gratis en los tranvías y trenes. Hoy en día se denomina con este nombre a toda persona mal vestida que con su apariencia denota su estado de indigencia.
CUARTETO.
En cualquier lugar del mundo se denomina cuarteto a un conjunto de cuatro integrantes, pero para los argentinos se trata, además, de un género musical con influencias de la tarantela y el pasodoble. Este ritmo tropical, que comenzó a bailarse en las zonas rurales de la provincia de Córdoba durante la década del 40 y se popularizó en todo el país en los 90, es una creación cien por ciento argentina. Sus dos exponentes más emblemáticos, Carlos “La Mona” Jiménez y Rodrigo Bueno, convirtieron a este género en una alegre y festiva marca de identidad.
DEL AÑO DEL ÑAUPA.
Se trata de una expresión muy antigua y, decirlo así, puede parecer redundante. Porque ñaupa es una voz quechua que significa viejo o antiguo. En general, se emplea para aludir a un acontecimiento que data de tiempo atrás. La creencia popular considera que Ñaupa fue una persona que tuvo una existencia asombrosamente prolongada. Muy utilizado en la década del 30, suele asociarse al lunfardo, en especial cuando se dice que un tango es “del año del ñaupa”. Su equivalente en España es “del tiempo de Maricastaña”. La versión moderna sería "del año del orto"
DESPIPLUME.
Muchas veces, los medios de comunicación masiva logran instalar expresiones en el habla cotidiana gracias a memorables personajes de ficción y, también, a los guiones de algunas publicidades. Es el caso de despiplume, una voz que nació en la década del 70 en un spot de la famosa marca de coñac Tres plumas protagonizado por Susana Giménez. A través de un juego de palabras, la idea fue asociar el término despiole al producto. Sin dudas, lo lograron, pues si bien hoy la expresión casi no se usa, cualquiera sabe qué queremos decir cuando afirmamos que “esto es un despiplume”.
DULCE DE LECHE.
“Más argentino que el dulce de leche”, dice la expresión popular. Sin embargo, son varios los países que se atribuyen su creación. Nuestra versión cuenta que esta delicia nacional nace de una casualidad. En 1829, Juan Manuel de Rosas esperaba a Juan Lavalle, su enemigo político, en una estancia. La criada hervía leche con azúcar para cebar el mate y olvidó la preparación por largo tiempo en el fuego. Aún así, Rosas quiso probar la sustancia espesa y amarronada que se había formado en la olla. Para sorpresa de la criada, le encantó y decidió bautizarla dulce criollo.
EN PAMPA Y LA VÍA.
Quedarse sin un peso, agotar los recursos, tener que vender la casa… Cualquiera de estas circunstancias puede expresarse con el mismo dicho: “Me quedé en Pampa y la vía”. ¿Alguna vez escuchaste de dónde viene este dicho? Tiene una ubicación geográfica muy precisa porque la calle La Pampa se cruza con la vía del tren muy cerca del hipódromo de Buenos Aires. Cuenta la leyenda que los jugadores que apostaban a los caballos, cuando tenían un día de mala racha y lo perdían todo, se iban del barrio en un ómnibus que salía del cruce de Pampa y la vía.
FIACA.
La historia de esta palabra –que todos asociamos a la pereza y desgano– se origina en el habla de los almaceneros de barrio procedentes de Italia. En genovés, fiacún alude al cansancio provocado por la falta de alimentación adecuada. Y fueron estos comerciantes quienes diseminaron el término que, con el uso coloquial, se transformó en fiaca. Como habrá sido que se instaló, que una de las famosas Aguafuertes porteñas de Roberto Arlt se refiere al tema: “No hay porteño, desde la Boca a Núñez, y desde Núñez a Corrales, que no haya dicho alguna vez: ‘Hoy estoy con fiaca”.
GAMBETA.
Proviene de gamba, que en italiano significa pierna, y es un término que usamos en diferentes contextos. Por ejemplo, “hacer la gamba” es ayudar a otra persona. Claro que, si las cosas no salen bien, decimos que lo que hicimos fue “meter la gamba”. Puntualmente, gambeta refiere a un movimiento de danza que consiste en cruzar las piernas en el aire. Pero en el Río de la Plata funciona como metáfora de otro arte, el fútbol: porque en el campo de juego, gambeta es el movimiento que hace el jugador para evitar que el contrario le arrebate la pelota. Por eso, en el uso cotidiano, cuando sorteamos obstáculos decimos que gambeteamos.
GAUCHADA.
En nuestro lenguaje cotidiano, hacer una gauchada es ayudar a alguien sin esperar nada a cambio. La gauchada era una actitud típica de los gauchos, un gesto completo de solidaridad. Es que estos hombres cumplieron un rol clave en la guerra de la Independencia por su valentía, habilidad para cabalgar y gran conocimiento del territorio. Por el contrario, hacer una guachada es cometer una traición, aunque detrás de esta expresión haya un sentido más trágico que desleal. Y es que guacho refiere a la cría animal que perdió a su madre, y por extensión, a los niños huérfanos.
GIL.
A la hora de dirigirse a alguien en forma peyorativa, gil es una de las expresiones preferidas por los argentinos. Asociada a la ingenuidad o a la falta de experiencia, algunos sostienen que proviene de perejil, otra voz coloquial que en una de sus acepciones puede emplearse con un significado parecido, puesto que hasta hace unos años era una hortaliza tan barata que los verduleros directamente la regalaban. Sin embargo, gil proviene del caló, una antigua lengua gitana en la que gilí quiere decir inexperto.
GUACHO.
En el campo se denomina como guacho al ternero que queda huérfano.
GUARANGO.
Es lamentable, pero algunas palabras que usamos cotidianamente provienen de situaciones históricas de discriminación y exclusión. Es el caso de guarango, que si bien en la actualidad se emplea como sinónimo de grosero, maleducado o malhablado, fue instalada por los españoles de la conquista como referencia despectiva y racista hacia los nativos que hablaban en guaraní. Decirle guarango a la persona que emplea un vocabulario soez es ofensivo pero no por la adjetivación que pretende, sino porque su origen alude a una descalificación arbitraria.
GUASO.
La frecuencia con que se emplea el término guaso en Córdoba lo convierte en un cordobesismo. Pero ser guaso en esta provincia tiene por lo menos dos niveles. Cuando alude a un hombre: “El guaso estaba tomando algo en el bar”, la palabra solo sirve para definirlo como individuo masculino (en este caso, guaso funciona como sinónimo de tipo, chabón, etc.). Pero también se emplea para hacer referencia a alguien grosero o de poca educación: “No seai guaso vo’”. Y es tal la dinámica del vocablo que permite hiperbolizarlo, de manera que algo guaso pueda crecer hasta ser guasaso.
GUITA.
En lunfardo, el dinero tiene infinidad de sinónimos: mango, viyuya, morlaco, vento, mosca, tarasca. También existe un lenguaje propio para hablar de su valor: luca es mil, gamba es cien y palo es millón. Sin embargo, el origen del término guita es difícil de rastrear. Una de las versiones más difundidas sostiene que proviene del alemán, específicamente del germano antiguo, de la voz witta, usada para denominar algo fundamental sin lo cual no se puede vivir. A su vez, witta también proviene del latín vita que significa vida.
GURÍ.
¿Alguna vez te dijeron gurí o gurisa? Seguramente fue cuando todavía eras un chico. Porque el término proviene de la voz guaraní ngiri y significa muchacho, niño. Es una palabra que podemos escuchar en Corrientes, Misiones y Entre Ríos, y por supuesto también en la República Oriental del Uruguay. “¡Tu recuerdo ya no es una postal, Posadas! Ni tu yerbatal, ni tu tierra colorada. Con un sapukay siento que tu voz me llama porque tengo en mí, alma de gurí”, dice la letra del chamamé Alma de gurí.
HUMITA.
La humita es mucho más que un gusto de empanada. Pero son pocos los que saben que la palabra proviene de la voz quechua jumint’a, un alimento que preparaban los antiguos pueblos indígenas del continente (incas, mayas y aztecas). Hecho a base de choclo triturado, la preparación incorpora cebolla, tomate y ají molido, se sirve envuelto en las mismas hojas de la planta del maíz. Este delicioso y nutritivo plato es típico de Chile, Bolivia, Ecuador, Perú y el norte argentino.
IRSE AL HUMO.
“Se me vino al humo” es una imagen cotidiana en el habla de los argentinos. El dicho alude al modo en que los indígenas convocaban a los malones y figura en el Martín Fierro, de José Hernández: “Su señal es un humito que se eleva muy arriba / De todas partes se vienen / a engrosar la comitiva”. Pero también la registra Lucio V. Mansilla en Una excursión a los indios Ranqueles: “El fuego y el humo traicionan al hombre de las pampas”, escribe dando a entender que una fogata mal apagada o la pólvora que quemaban los fusiles bastaban para que lanzas y boleadoras acudiesen a la humareda.
LABURAR.
Laburar surge naturalmente del verbo lavorare (trabajar en italiano), que a su vez deriva de labor en latín, cuyo significado es fatiga, esfuerzo. La connotación negativa se encuentra también en los orígenes del término en español ya que trabajar proviene del vocablo latín tripalium, traducido como tres palos: un instrumento de castigo físico que se usaba contra los esclavos. De modo que si bien el laburo dignifica y es salud; el origen de su locución nos remonta a situaciones que poco tienen que ver con esos significados.
MATE.
La propuesta es natural en cualquier parte: “¿Y si nos tomamos unos mates?”. Esta infusión, la más amada por los argentinos, toma su nombre, como muchas otras palabras, de la lengua quechua. Porque mati es la voz que empleaban los pueblos originarios para referirse a cualquier utensilio para beber. Y es que mate tiene la particularidad de aludir al contenido, pero también al continente. Un término que para los rioplatenses significa mucho más que una bebida. Porque la mateada es un ritual, un espacio de encuentro y celebración.
MORFAR.
Proviene de la palabra italiana morfa que significa boca. Con el tiempo y el uso, la expresión adquirió nuevos sentidos: padecer, sobrellevar, sufrir: “Me morfé cuatro horas de cola”. En el ámbito del deporte, especialmente en el terreno futbolístico, suele emplearse el giro “morfarse la pelota”, algo así como jugar solo sin pasar el balón a los otros jugadores. Pero tan instalado estaba el término en la década del 30, que el historietista Guillermo Divito creó un personaje para la revista Rico Tipo que se llamaba Pochita Morfoni, una señora a la que le gustaba mucho comer.
MOSCATO.
Quizás los más jóvenes asocian el término a la famosa canción de Memphis La Blusera, Moscato, pizza y fainá. Sin embargo, el tradicional vino dulce, llamado así porque está hecho con uva moscatel, perdura más allá del blues local y sigue siendo un clásico de los bodegones y pizzerías de todo el país. El hábito llegó con los inmigrantes italianos a fines del siglo XIX, pero la costumbre de servirlo cuando se come una buena porción de muzzarella es propia de nuestro país y comenzó a establecerse allá por 1930.
NO QUIERE MÁS LOLA.
Lola era el nombre de una galleta sin aditivos que a principios del siglo XX integraba la dieta de hospital. Por eso, cuando alguien moría, se decía: `Este no quiere más Lola`. Y, desde entonces, se aplica a quien no quiere seguir intentando lo imposible.
ÑANDÚ.
De norte a sur y hasta la provincia de Río Negro, el ñandú es una de las aves que más se destaca en los paisajes de la Argentina. Este fabuloso animal de gran porte, que puede llegar a medir hasta 1,80 m de altura, toma su nombre de la lengua guaraní, en la que ñandú significa araña. La explicación alude a las semejanzas entre los elementos de la naturaleza. Los pueblos originarios veían un notorio parecido entre el plumaje del avestruz americano -y las figuras que se forman en él- y los arácnidos que habitan las regiones subtropicales.
NI EN PEDO.
Para ser tajantes, a veces decimos que no haremos algo "Ni en pedo", "Ni mamado", o “Ni ebrios ni dormidos”. Algunos sostienen que la expresión nació cuando Manuel Belgrano encontró a un centinela borracho y dormido. Enseguida, habría establecido una norma por la que “ningún vigía podía estar ebrio o dormido en su puesto”. Otra versión dice que, tras el triunfo en Suipacha, alguien alcoholizado propuso un brindis “por el primer Rey y Emperador de América, Don Cornelio Saavedra”. Mariano Moreno se enteró y lo desterró diciendo que nadie “ni ebrio ni dormido debe tener expresiones contra la libertad de su país”.
NO QUIERE MÁS LOLA.
Cuando no queremos más complicaciones, nos cansamos de participar en algo, o necesitamos cesar alguna actividad, decimos: “No quiero más lola”. En la Buenos Aires de 1930 se fabricaban las galletitas Lola. Elaboradas con ingredientes saludables, eran indicadas en las dietas de los hospitales. En ese contexto, cuando un enfermo podía empezar a ingerir otro tipo de alimentos, se decía que “No quería más lola”. Otro uso, más oscuro: cuando fallecía un paciente internado, obviamente, dejaba de comer. De ahí el dicho popular: “Este no quiere más lola”.
PANDITO.
Los mendocinos emplean muchos términos propios que pueden escucharse en su territorio y también, debido a la cercanía, en Chile (y viceversa). Una de las voces más representativas de este intercambio lingüístico es guón, apócope del huevón chileno. Existen algunas otras, pero menos conocidas. Por ejemplo, pandito. ¿Pero qué significa? Proviene de pando y quiere decir llano o poco profundo. “Me quedo en lo pandito de la pileta” o “Donde topa lo pandito”, que alude a donde termina el llano y comienza la montaña.
PAPUSA.
El lunfardo, la creatividad de la calle y el tango se ocupan de piropear y resaltar la belleza de la mujer. Quizá, una de las palabras que mejor lo hace sea papusa, empleada para referirse a una chica bonita, atractiva o espléndida. Este término, que también funciona como sinónimo de papirusa, se puede encontrar en clásicos del tango rioplatense como El ciruja, de Alfredo Marino, o ¡Che, papusa, oí!, de Enrique Cadícamo, que inmortalizó los versos “Che papusa, oí los acordes melodiosos que modula el bandoneón”.
PATOVICA.
Llamamos patovicas a quienes se ocupan de la seguridad de los locales bailables. Pero esta expresión nació lejos de las discotecas y cerca de los corrales avícolas. Allá por 1900, Víctor Casterán fundó en Ingeniero Maschwitz un criadero de patos y lo llamó Viccas, como las primeras letras de su nombre y su apellido. Alimentados con leche y cereales, los patos Viccas eran fornidos y sin grasa. La semejanza entre estos animales y los musculosos de los gimnasios surgió enseguida. Que los hercúleos custodios de los boliches terminaran cargando con ese mote, fue cuestión de sentarse a esperar.
PIBE.
Los rioplatenses suelen utilizar la expresión pibe como sinónimo de niño o joven. Existen diferentes versiones sobre su origen. La más difundida señala que proviene del italiano, algunos creen que del lombardo pivello (aprendiz, novato) y otros que se tomó del vocablo genovés pive (muchacho de los mandados). Pero la explicación española aporta el toque de humor. La palabra pibe, del catalán pevet (pebete), denominaba una suerte de sahumerio que gracias a la ironía popular y la subversión del sentido pasó a nombrar a los adolescentes, propensos a los olores fuertes.
PIPÍ CUCÚ.
Este argentinismo se usa para decir que algo es espléndido o sofisticado. La divertida leyenda cuenta que se popularizó en la década del 70 cuando Carlos Monzón llegó a París para pelear con el francés Jean-Claude Bouttier. Antes del combate, el argentino recibió la llave de la ciudad y, al tomar el micrófono para agradecer el honor, se dispuso a repetir el discurso que había ensayado largamente. La carcajada de la platea se desató cuando Monzón, en lugar de decir “merci beaucoup” (muchas gracias en francés) tal como lo había practicado, expresó algo nervioso: “pipí cucú”.
PIRARSE.
Pirarse es piantarse. Es decir, “irse, tomarse el buque”. Y literalmente así nace este verbo. El piróscafo era un barco a vapor que, en los primeros años del siglo XX, constituía la forma más rápida de viajar de un continente al otro. Por eso, la expresión “tomarse el piro” empezó a usarse para decir que alguien se marchaba de un lugar de manera apresurada. Sin embargo, el tiempo le otorgó otro significado: el que se iba, podía hacerlo alejándose de la realidad: “Está pirado”, “No le digas así que se pira”. Entonces, pirarse pasó a ser sinónimo de enloquecer.
PONCHO.
El poncho es una prenda sudamericana típica por definición que forma parte de la tradición criolla. Por simpleza, comodidad y capacidad de abrigo, es utilizado hasta el día de hoy en la Argentina, Chile, Ecuador y Bolivia. El origen de la palabra que lo denomina tiene muchísimas variantes, pero una de las más difundidas explica que proviene del quechua, punchu, con el mismo significado. Otra versión la relaciona con punchaw (día en quechua), como una analogía entre el amanecer de un nuevo día y la acción de emerger la cabeza a través del tajo del poncho.
PORORÓ.
Si algo destaca al maíz y a sus distintas preparaciones en todo el mundo, especialmente en Latinoamérica, es la gran cantidad de voces que lo nombran. Lo que en Buenos Aires se conoce como pochoclo y en otros países son rosetas de maíz; en Misiones, Corrientes, Entre Ríos, Chaco, Formosa y Santa Fe se le llama pororó. Esta palabra encuentra su origen en el guaraní. Es que los nativos le decían pororó a todo aquello que generaba un sonido estruendoso y, como es sabido, la preparación de este alimento, provoca la idea de pequeñas explosiones.
TANGO.
El tango es uno de nuestros géneros musicales y de danza más tradicionales. Sin embargo, la etimología de su nombre es objeto de fuertes controversias. Hay quienes dicen que el término proviene de tangomao, un africanismo con el que se definía a los traficantes de esclavos en la época colonial. De este modo, en América se llamó tango a los sitios donde se reunían los africanos para bailar y cantar. Otra teoría señala que el mismo vocablo entró en la segunda mitad del siglo XIX, desde Cuba y Andalucía, para denominar un género musical que en el Río de la Plata adquirió su propia idiosincrasia.
TENER LA VACA ATADA.
“Vos tenés la vaca atada”, le decimos a quien disfruta de un garantizado bienestar económico. El dicho nace en el siglo XIX, cuando en la Argentina se impuso el modelo agroexportador y muchos estancieros se enriquecieron gracias a la vasta cantidad de hectáreas que podían explotar. En aquellos tiempos, era común que los nuevos ricos viajaran a Europa con sus familias. Era costumbre que también llevaran a su personal de servicio y una vaca para obtener la leche para sus hijos durante el viaje. El animal tenía que viajar sujeto en un rincón de la bodega del barco. Esa es la famosa vaca atada.
TILINGO.
Hay palabras que, como si se tratara de una moda, aparecen y desaparecen del uso cotidiano según el contexto histórico. Es el caso de tilingo, la expresión popularizada por Arturo Jauretche, quien la instaló en el habla de los argentinos como un adjetivo para calificar a las personas que se preocupan por cosas insignificantes y ambicionan pertenecer a una clase social más alta. Además, este pensador emblemático del siglo XX actualizó el empleo de cipayo e introdujo los términos vendepatria y medio pelo.
TIRAR MANTECA AL TECHO.
Seguramente más de una vez le habrás dicho a alguien: “Dejá de tirar manteca al techo”. El giro busca expresar la idea de un gasto ostentoso e innecesario y su origen se ubica en la Buenos Aires de 1920. Por entonces, los jóvenes adinerados se divertían en los restaurantes de moda arrojando rulitos de manteca con el tenedor. Le apuntaban al techo y el objetivo era competir para ver quién era capaz de dejar pegados más trozos al cielo raso, o cuál de todos se mantenía adherido por más tiempo. Una práctica absurda de la que, afortunadamente, solo nos queda la expresión cotidiana.
TODO BICHO QUE CAMINA VA A PARAR AL ASADOR.
Tomado del Martín Fierro, el libro de José Hernández icono de la literatura gauchesca, este refrán se basa en la idea de que cualquier animal se presta para ser asado y comido. Sabido es que en la Argentina amamos los asados y todo el ritual que los envuelve. Pero, además, con el tiempo el dicho “Todo bicho que camina va a parar al asador” evolucionó sumando otros significados. Durante las décadas del 40 y 50, la frase fue utilizada también para hacer alusión a las cosas o personas cuyas acciones tienen un final previsible.
TRUCHO.
Desde hace algunas décadas es un término de uso ineludible en nuestro lenguaje cotidiano. Para los argentinos, las cosas falsas, tramposas o de mala calidad son truchas. Y dentro de esa categoría entran también las personas fraudulentas. Deriva de la palabra truchimán, muy común en el español antiguo y que refiere a personas sin escrúpulos. El empleo de trucho se hizo popular en 1986 cuando, a raíz de la crisis ecológica causada por algunas empresas en el río Paraná, el periodista Lalo Mir comentó en su programa radial que los funcionarios debían dar la trucha (cara) porque si no eran unos truchos.
VAGO.
Córdoba tiene su propia tonada, su propia forma de hablar y, claro, su modo particular para usar las palabras. En cualquier otra región, el término vago hace referencia a alguien perezoso, a un holgazán que nunca tiene ganas de hacer nada. Pero en esta provincia, vago puede ser cualquiera. Es que la palabra se utiliza para dirigirse a otra persona en forma totalmente desenfadada. Así, una frase como “El vago ese quiere trabajar todo el día” no encierra ninguna contradicción si es pronunciada dentro de los límites del territorio cordobés.
VIVA LA PEPA.
Contra lo que pudiese creerse, `viva la Pepa` no es el grito de alegría de un buscador de oro, sino el que usaban los liberales españoles en adhesión a la Constitución de Cádiz, promulgada el 19 de marzo de 1812, en la festividad de San José Obrero. Como a los José se los apoda Pepe, en vez de decir `viva la Constitución` -lo que conllevaba llegar a ser reprimidos- los liberales gritaban `viva la Pepa`. Hoy, en Argentina, su significado se ha desvirtuado y se parece a `piedra libre`.
YETA.
Significa mala suerte y se cree que deriva de las palabras napolitanas jettatura (mal de ojos) y jettatore (hombre maléfico que con su presencia produce daño a los demás). En 1904 se estrenó la obra ¡Jettatore!, de Gregorio de Laferrere, sobre un hombre con un aura funesta, y, desde entonces, los supersticiosos mantienen viva la palabra yeta. Por ejemplo, se emplea la expresión “¡Qué yeta!” en lugar de “¡Qué mala suerte!” ante una situación desafortunada. También se dice que alguien es yeta cuando se sospecha que trae mala suerte o que está enyetado cuando todo le sale mal.
ZAMBA.
No hay que confundir zamba, género folklórico argentino, con samba, música popular brasileña. Porque el simple cambio de una letra nos puede hacer viajar de una cultura a otra. La historia cuenta que durante la conquista española se denominaba zambo al hijo varón de un negro con una indígena. Por extensión, la música y la danza de esta comunidad pasó a llamarse zamba, ya que las coplas que se cantaban iban dirigidas a las mujeres. Esta danza proviene de la zamacueca peruana que, al llegar a la Argentina, incorporó el pañuelo como elemento característico.
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2019.06.15 14:35 Terry3637 Mudem a vossa perspetiva em relação ao mundo

Olá Reddit,
Decidi escrever isto aqui. Vai mais parecer um post foleiro de um blog qualquer do que propriamente um debate, mas está escrito aqui de propósito, uma vez que eu quero ser alvo de chacota. Corrijam à vontade, ou concordem, adicionem factos que encontrarem, e se quiserem.
Vou direto ao assunto: eu acho que os Portugueses menosprezam, mais do que deviam a América do Sul, África, Médio Oriente e Europa do Leste, especialmente quando comparam esses países com Portugal.
Uma coisa é o global, e outra coisa ainda são as preferências que cada pessoa tem. Por exemplo, eu posso preferir num estado de Direito onde prefiro ter menos poder de compra, mas um serviço de saúde universal e gratuito. Isso é perfeitamente legítimo. No entanto, muita gente faz implicações que não correspondem à realidade. Então, eu trouxe algumas fontes e algumas compilações de resultados que achei que podia ser interessante partilhar convosco.
Aqui no reddit não vai chocar nem vai ter metade do impacto que fora dele, porque considero que o reddit é a 2º comunidade mais bem informada da internet (atrás do Quora, apesar de lá também haver muitas barbaridades).
GDP PPP per capita:
Muita gente diz: "a Europa do Leste vai-nos, em breve, ultrapassar economicamente". A verdade é que uma boa parte da Europa do Leste já nos ultrapassou, ou está num nível tão equivalente, que nós já nem podemos dizer que estamos "por cima" deles.
Eslovénia, Eslováquia, Lituânia e Estónia, estão acima. Letónia está praticamente igual. Outro país praticamente igual é a Polónia. Atualmente só estamos acima da Bulgária, Roménia, Croácia, Sérvia,Rússia (sim, eu sei que a Rússia não bem é "a Europa de Leste", mas achei interessante referir), e pouco mais.
https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_GDP_(PPP)_per_capita
Desigualdade:
Atualmente os dados para a desigualdade são muito preocupantes. O nosso GINI é 0.348 (após impostos). O nosso GINI sem impostos é 0.7090. Basicamente, 0 é igualdade perfeita, e 1, perfeita desigualdade. Significa que os nossos impostos estão a reduzir a desigualdade de uma forma muito eficiente!
Ainda assim, países menos desiguais do que Portugal são:
Senegal(34.5), Sérvia, Estónia, Cazaquistão, Lituânia, Roménia, Tunísia, Bulgária, Grécia, Moldávia, Algéria(32.2), Mali(32.3), Nova Zelândia, Polónia, Sierra Leone(32), Burundi (31.6)
(https://www.gfmag.com/global-data/economic-data/wealth-distribution-income-inequality)
Por muito que apontemos sempre para a África e afins como grandes caldeirões de desigualdade, nem tudo é preto, ou branco. E antes de apontarmos o dedo para alguns dos países Africanos, devíamos apontar o dedo para dentro do nosso próprio país.
Países mais poderosos do mundo
Alguns países mais poderosos que Portugal, e que têm menos população que nós ou um PIB menor que o nosso (ou semelhante):
Israel, Iraque, Singapura, Qatar, Vietnam, Jordânia, Nova Zelândia, Bulgária, Lebanon, Oman, Cazaquistão, Azerbeijão
Alguns países menos poderosos que Portugal:
Argentina, Angola, Marrocos.
Já ouvi mais do que uma vez dizer, principalmente de Angolanos, que "Portugal precisa de Angola". Os Angolanos, em geral, têm uma ideia muito errada do quão insignificante é o seu próprio país, mesmo com todos os recursos naturias que têm.
(https://www.usnews.com/news/best-countries/power-rankings)
Qualidade de vida
Apesar de nos mídia só sair (quase) os rankings em que nós estamos bem, também há rankings onde nós mal entramos no top 20, especialmente os rankings onde a opinião dos cidadãos de cada país conta e, digam o que quiserem, isso revela muito quer dos mídia, quer do nosso povo, mas também que nós não estamos tão bem como pensamos que estamos.
IDH
Nós gostamos imenso de dizer que "temos boas infraestruturas" e etc.
Alguns países com o IDH superior ao nosso:
Israel, Malta, EAU, Andorra, Lituânia, Qatar, Eslováquia, Brunei, Arábia Saúdita e Lituânia.
De realçar que para o IDH contam aspetos como a desigualdade, a esperança de vida, e a educação.E mesmo com países extremamente desiguais e sem grandes direitos como a Arábia Saúdita, ou os EAU, estes conseguem ficar à frente de Portugal.
Eu não quero atirar Portugal abaixo. Nem tudo está mal. É, antes, um momento de reflexão, que devia servir tanto a nível interno, como ao nível da nossa percepção do mundo.
Também podia dizer o que eu acho que está melhor do que na verdade dizem que está (seria, por exemplo, o SNS e os nossos transportes quando, aos transportes públicos, juntamos a nossa capacidade de nos deslocarmos de carro e qualidade das autoestradas - onde ficamos, por exemplo, à frente da França). Mas isso seria assunto para outro tópico. De realçar, no entanto, que acho que sim, que também existem aspetos em que nós atiramos Portugal demasiado para baixo.
Peço imensa desculpa pelo longo texto. Isto também foi meio que um desabafo.
Para concluir, sei que existe uma enormidade de rankings na internet, cada um deles com as suas metodologias, e que me posso ter enganado, a ver um ou outro dado. É normal. Não responderei a comentários mal educados, nem a alguém que fundamente isto estar errado "porque sim". Quero dizer que isto não é "a verdade absoluta" mas, mais uma vez, é um indicador de que algo está pior do que achamos que está, ou de que os outros estão melhores em alguns aspetos do que achamos que estão. Either way, é a minha opinião.
Com os melhores cumprimentos,
submitted by Terry3637 to portugal [link] [comments]


2019.04.22 15:09 naza1985 Fiz exame de DNA do My Heritage (tipo do 23andme, National Geographic, etc)

Quero compartilhar com vocês porque eu vinha querendo fazer isso há bastante tempo.
Infelizmente, o melhor serviço de DNA da atualidade não está disponível no Brasil, que é o do 23andme. Até é possível comprá-lo por mais de mil reais, mas será um drama para enviar o dna pelos correios, além de muito caro. Sendo assim, optei pelo My Heritage porque é bem conceituado e trabalha direto com o mercado brasileiro.
Paguei pouco menos de R$300,00. Dentro de alguns dias recebi um kit em casa. Ele vem muito bem explicado. Você passa uns 'cotonetes' próprios no interior da bochecha, um para cada lado, por mais de um minuto. Os cotonetes são armazenados em substância adequada e enviados para os EUA (na verdade, enviamos para São Paulo e o povo do My Heritage redireciona para os EUA).
Após três semanas os resultados estavam disponíveis.

https://imgur.com/a/bHIuLQo

O My Heritage é bem básico. Ele apresenta apenas resultados genealógicos, com base em seu banco de dados. É um banco grande, mas bem inferior ao do 23andme, ou seja, os resultados são menos precisos e a chance de encontrar parentes próximos é bem menor. Ainda assim, o My Heritage permite baixar o 'raw data' (dados não processados) do DNA para usá-lo onde quiser. Além disso, o My Heritage não apresentada nada sobre doenças ou biotipo, enquanto o concorrente é bem extenso nesse quesito. O lado bom é que baixando o raw data é possível usá-lo em vários serviços (alguns gratuitos e outros pagos) que acabam ampliando os resultados.
No meu caso, meu exame foi feito com alguns chips diferentes (o dna é hibridizado ao chip) e por isso meu raw data ainda não está disponível. Terei que aguardar mais alguns dias para poder usá-lo para obter dados de saúde, biotipo, etc.

Vamos aos resultados resumidos:
Ibérico: 40.1%
Italiano: 11.7%
Balcânico: 9.8%
Inglês: 8.7%
Africano: 13.1%

O sistema te 'liga' diretamente a parentes. No meu caso, não houve nenhum parente ou ligação significativa. Isso não quer dizer que não haverá, já que os dados são atualizados diariamente
A pessoa que tem o DNA mais parecido com o meu tem apenas 0,6% de igualdade, ou 2 segmentos de DNA idênticos. O maior segmento idêntico é de 36.6 cM. Isso é insignificante, já que um primo de primeiro grau, por exemplo, primos de primeiro grau costumam ter de 600 a 1200cM. Pais, de 3350 a 3600. Avós, tios e tias, de 1300 a 2200. Considerando isso, se vê que não tive sorte para encontrar alguém genéticamente muito próximo a mim.

No geral, gostei da experiência. Apesar de ser bem básico, o My Heritage vale por toda a vida e as informações fornecidas só tendem a aumentar com o tempo. O fato de poder baixar o raw data do DNA é útil para usar em outros sistemas. Assim que liberar, usarei em diversos sistemas conhecidos, o que vai aumentar bastante meu conhecimento genético.

Resumindo: fiz exame de DNA. Quarenta porcento do meu DNA vem da península ibérica e o resto vem cada pouco de um canto do mundo.
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2018.10.10 23:32 alforo_ Bolsonaro y las redes sociales

En Brasil "Bolsonaro es el que tiene mejor desempeño en las redes. Un pequeño ejemplo: un pico de 1,2 millones de 'me gusta' en Facebook en el último mes (exactamente al 1 de octubre)", explicó a la AFP Caio Túlio Costa, cofundador de Torabit, una plataforma de monitoreo digital.[5]
Según una encuesta de Datafolha divulgada el martes 2 de octubre, los electores de Bolsonaro tienen el índice más alto de usuarios de alguna red social (81%).
Y también son los que más usan Whatsapp y Facebook para leer y compartir noticias. Entre Facebook, Twitter e Instagram, Bolsonaro tiene más de 12 millones de seguidores.
¿Se podrá suponer que esos resultados se logran sin operadores de redes, a los cuales hay que pagar y disponer de suficiente dinero y herramientas como el Big Data?
De acuerdo con documentos internos vistos por Bloomberg, la campaña de Donald Trump gastó $ 44m (£ 33m) en anuncios de Facebook de junio a noviembre de 2016, en comparación con $ 28m por la campaña de Hillary Clinton. [6]
Whatsapp y las ‘fake news’
En un país con 147 millones de votantes, 120 millones de personas utilizan a diario la aplicación de mensajería móvil y el 90% lo hace más de 30 veces al día. El 66% de los electores brasileños consume y comparte noticias y vídeos sobre política a través de la red social más popular del país, de acuerdo con datos del Instituto Datafolha. Eso convierte a la popular app en un lugar fértil para, en el mejor de los casos, el debate político y el flujo de información y, en el peor, las campañas de desinformación.[7]
De acuerdo a un informe de la Universidad Federal de Minas Gerais hecho por expertos en ciencias de la computación reunidos en un proyecto llamado Elecciones sin Fakes, se registró un aumento sin precedentes de la actividad pro-Bolsonaro en WhatsApp, a favor suyo y en contra de los otros candidatos.[8]
Entre los mensajes falsos, se viralizó a través de WhatsApp (y otras redes como Facebook, Instagram y Twitter) que “Venezuela tiene los códigos de las urnas electrónicas para manipular los comicios”, un mensaje iniciado por el hijo del candidato en la red social de los trinos. Se acusó también a Haddad de que si este ganaba, “el Estado se adueñaría de los niños al cumplir 5 años”.
Se dijo también que las fotos de las manifestaciones #EleNao de mujeres en Brasil en contra de Bolsonaro “fueron retocadas”. [9]
Otra característica interesante es que en todas las cadenas de WhatsApp con propaganda política dicen querer combatir a los grandes medios tendenciosos, un arma que Donald Trump ya utilizó tanto en campaña como durante su gobierno en los EEUU.
Puro fascismo de Bolsonaro
Aunque sus operadores mediáticos han matizado sus afirmaciones, estamos en presencia de un político de ultraderecha, que ha centrado su estrategia en las redes y no habla claro de sus políticas económicas, que no van dirigidas a beneficiar a las grandes mayorías, sino al capital tanto brasilero como transnacional, así como al estamento militar cada vez menos nacionalista.
Estas son algunas de las afirmaciones de Bolsonaro:
“No la violo porque no se lo merece”. “Los quilombolas [descendientes de esclavos africanos que viven en comunidades protegidas] no sirven ni siquiera para procrear”. “Prefiero tener un hijo muerto a tener un hijo gay”. “Las mujeres deben ganar menos porque se quedan embarazadas”. “El error de la dictadura fue torturar en vez de matar”. “Pinochet debió matar más gente”
Con la segunda vuelta por delante habrá que ver lo que logren las fuerzas antifascistas. http://www.cubainformacion.tv/index.php/la-columna/218-norelys-morales/78958-brasil-las-elecciones-de-la-desinformacion-y-el-fascismo
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2018.04.10 06:52 MexWevC All-American paradox: U.S. has long struggled with love-hate relationship with immigrants /Paradoja de todos los estadounidenses: Estados Unidos ha luchado durante mucho tiempo con la relación de amor-odio con los inmigrantes

PRIMERA ERA, 1840 a 1880
Los inmigrantes pobres y no calificados del norte de Europa y Asia llegaron a los Estados Unidos a mediados del siglo XIX. La mayoría de los inmigrantes europeos eran alemanes e irlandeses, y según la ley se los consideraba "blancos libres" capaces de obtener la ciudadanía.
La ciudadanía no era una opción para el creciente número de inmigrantes chinos y asiáticos que se establecían en la costa oeste. Estos inmigrantes eran blancos constantes de abuso y se suponía que las mujeres chinas eran prostitutas.
La creciente animadversión contra los asiáticos en todo el país condujo a leyes discriminatorias que permanecerían en los libros durante décadas. Leyes aprobadas durante esta era
1870: Ley de Naturalización
Permitió que los inmigrantes africanos y los afrodescendientes se convirtieran en ciudadanos estadounidenses. Otros no blancos siguieron sin poder obtener la ciudadanía.
1875: Ley de Exclusión Asiática
Estableció una regulación federal de inmigración.
Prohibido traer asiáticos a los EE. UU. Sin su consentimiento y abastecer a los asiáticos para el trabajo.
1882: Ley de Exclusión China
La primera ley para limitar la inmigración basada en una etnia específica.
Los "trabajadores calificados y no calificados y los chinos empleados en la minería" no podrán venir a Estados Unidos durante 10 años. Los tribunales estatales y federales prohibidos no otorgaron la ciudadanía a los inmigrantes chinos (esos tribunales tenían tanto poder en ese momento). El acto se extendió repetidamente a lo largo de las décadas, pero fue derogado en 1943 durante la Segunda Guerra Mundial para mantener una alianza militar con China. SEGUNDA ERA, 1890S A 1920S
Durante la próxima ola de inmigración, las leyes continuaron apuntando a los asiáticos, pero también trataron de desalentar la inmigración del sur y el este de Europa.
Los pobres, los enfermos y aquellos que defienden ciertas creencias políticas no podían ingresar bajo otras leyes nuevas. Las leyes que desalentaban la inmigración del sur de Europa, principalmente de Italia, reflejaban un sentimiento anticatólico generalizado. Leyes aprobadas durante esta era
1891: Ley de Inmigración
Estableció una Oficina de Inmigración federal y permitió la deportación ilegal de inmigrantes en el país o la exclusión de leyes anteriores.
También se prohíbe llevar personas a los EE. UU. Ilegalmente y prohibir una amplia variedad de personas, incluidos los polígamos, mendigos, "idiotas" y "personas que padecen una enfermedad contagiosa repugnante o peligrosa".
1892: Ley de Geary
Extendió la Ley de Exclusión de China por 10 años más.
Personas requeridas de ascendencia china, ya sean inmigrantes o nacidas en los Estados Unidos, para obtener documentos de identidad y portarlos en todo momento o enfrentar una prisión o deportación.
1921: Ley de cuotas de emergencia
Creó las primeras cuotas numéricas para la inmigración basadas en la nacionalidad para desalentar la inmigración desde el este y el sur de Europa, cuya gente era ampliamente considerada antiamericana debido a sus afiliaciones políticas y religiosas.
1924: Ley Johnson-Reed
Estableció un sistema de cuotas basado en el país de origen. Los inmigrantes del norte de Europa tenían más posibilidades de que se les permitiera quedarse que cualquier otro grupo, y los inmigrantes japoneses estaban prohibidos.
Inmigración anual limitada a 165,000, escalando casquetes anteriores. ERA ACTUAL, 1960S A PRESENTE
El sistema de inmigración vigente hoy comenzó a tomar forma con la Ley Hart-Celler de 1965, que eliminó el sistema de cuotas basado en el origen nacional.
Como reflejo de las condiciones globales más amplias, las leyes posteriores abordaron a los refugiados, la seguridad fronteriza o la inmigración ilegal. Las acciones ejecutivas del presidente Barack Obama provocaron elogios y críticas. Leyes aprobadas durante esta era
1965: Ley de Inmigración y Nacionalidad (Ley Hart-Celler)
Cambió drásticamente la política de inmigración al eliminar el sistema de cuotas basado en el origen nacional. La ley hizo hincapié en la admisión de trabajadores calificados y la reunificación familiar. No hubo límites en el número de familiares inmediatos de ciudadanos estadounidenses admitidos por año.
1986: Ley de Reforma y Control de la Inmigración (Ley Simpson-Mazzoli)
Una de las leyes de inmigración más radicales en la historia de los Estados Unidos, que permite la residencia permanente de los trabajadores que han vivido ilegalmente en los EE. UU. Desde 1982 o han trabajado en determinados trabajos agrícolas. La ley otorgó a casi 3 millones de personas un estatus legal, denunciado por muchos como "amnistía".
Pidió una aplicación más estricta de la frontera y sanciones a los empleadores que contratan ilegalmente a personas en el país (los críticos dicen que a las sanciones les faltaron los dientes y se aplicaron de manera desigual). Niños protegidos de aquellos legalizados por el acto de deportación. Creó una visa para trabajadores agrícolas temporeros y temporales, y el techo de inmigración anual aumentó a 540,000.
2002: Ley de Seguridad Nacional
Creó el Departamento de Seguridad Nacional después de los ataques terroristas del 11 de septiembre de 2001.
Creó un sistema electrónico de datos para mantener información sobre la admisión de inmigrantes y sobre posibles motivos de expulsión del país.
2012: Acción diferida para llegadas infantiles (DACA)
Una acción ejecutiva, no una ley, que protegió a más de 752,000 jóvenes adultos de la deportación.
Concedieron permisos de trabajo por dos años a ciertas personas de entre 15 y 30 años que fueron traídas ilegalmente a Estados Unidos cuando eran niños.
2014: Acción diferida para padres de estadounidenses y residentes permanentes legales (DAPA)
Una acción ejecutiva, no una ley, que buscaba eliminar la amenaza de deportación para más de 4 millones de padres inmigrantes de ciudadanos estadounidenses o residentes permanentes legales.
La implementación de DACA fue inicialmente bloqueada por un juez federal. En junio, la administración Trump anunció que estaba terminando el programa.
INMIGRACIÓN EN LA ERA DEL TRUMP
El presidente Trump, quien tomó medidas drásticas contra la inmigración ilegal como una pieza central de su campaña, ha incrementado los esfuerzos de deportación y continúa pidiendo un muro en la frontera entre Estados Unidos y México.
2 de agosto: Proyecto de Ley de Reforma de la Inmigración Americana para un Empleo Fuerte (RAISE)
Trump respaldó esta medida que, en una desviación de la Ley Hart-Celler de 1965, crearía un sistema de inmigración basado en el mérito y las habilidades en lugar de las conexiones familiares. Se estima que la medida reduciría la inmigración legal a la mitad.
https://www.denverpost.com/2017/08/18/us-struggle-love-hate-relationship-with-immigrants/
FIRST ERA, 1840s TO 1880s
Poor and unskilled immigrants from Northern Europe and Asia poured into the United States in the mid-1800s. Most of the European immigrants were German and Irish, and under the law they were considered “free white persons” able to achieve citizenship.
Citizenship wasn’t an option for the growing numbers of Chinese and Asian immigrants settling on the West Coast. These immigrants were constant targets of abuse, and Chinese women were largely assumed to be prostitutes.
The growing animus against Asians across the country led to discriminatory laws that would remain on the books for decades. Laws passed during this era
1870: Naturalization Act
Allowed African immigrants and those of African descent to become U.S. citizens. Other nonwhites remained unable to obtain citizenship.
1875: Asian Exclusion Act
Established federal regulation of immigration.
Prohibited bringing Asians into the U.S. without their consent and supplying Asians for labor.
1882: Chinese Exclusion Act
The first law to limit immigration based on a specific ethnicity.
Prohibited “skilled and unskilled laborers and Chinese employed in mining” from coming to the U.S. for 10 years. Prohibited state and federal courts from granting citizenship to Chinese immigrants (those courts had such power at the time). The act was extended repeatedly over the decades but repealed in 1943 during World War II to maintain a military alliance with China. SECOND ERA, 1890S TO 1920S
During the next wave of immigration, laws continued to target Asians, but also tried to discourage immigration from Southern and Eastern Europe.
The poor, the sick and those espousing certain political beliefs were barred from entry under other new laws. Laws discouraging immigration from Southern Europe — mainly from Italy — reflected widespread anti-Catholic sentiment. Laws passed during this era
1891: Immigration Act
Established a federal Bureau of Immigration and allowed deportation of immigrants in the country illegally or excluded by previous laws.
Also prohibited bringing people to the U.S. unlawfully and banned a wide variety of individuals, including polygamists, paupers, “idiots” and “persons suffering from a loathsome or a dangerous contagious disease.”
1892: Geary Act
Extended the Chinese Exclusion Act for 10 more years.
Required people of Chinese ancestry, whether immigrants or U.S.-born, to obtain identification papers and carry them at all times or face prison or deportation.
1921: Emergency Quota Act
Created the first numerical quotas for immigration based on nationality to discourage immigration from Eastern and Southern Europe, whose people were widely considered un-American because of their political and religious affiliations.
1924: Johnson-Reed Act
Established a quota system based on country of origin. Northern European immigrants had better chances at being allowed to stay than any other groups, and Japanese immigrants were prohibited.
Limited annual immigration to 165,000, scaling back earlier caps. CURRENT ERA, 1960S TO PRESENT
The immigration system in place today began to take shape with the 1965 Hart-Celler Act, which eliminated the quota system based on national origin.
Reflecting larger, global conditions, later laws addressed refugees, border security or illegal immigration. Executive actions by President Barack Obama prompted praise and criticism. Laws passed during this era
1965: Immigration and Nationality Act (Hart-Celler Act)
Dramatically changed immigration policy by eliminating the quota system based on national origin. The law placed an emphasis on admitting skilled workers and family reunification. There were no limits on the number of immediate family members of U.S. citizens admitted per year.
1986: Immigration Reform and Control Act (Simpson-Mazzoli Act)
One of the most sweeping immigration laws in U.S. history, allowing permanent residency for workers who had lived in the U.S. illegally since 1982 or worked in certain agricultural jobs. The law gave almost 3 million people legal status, denounced by many as “amnesty.”
Called for stricter border enforcement and sanctions on employers hiring people in the country illegally (critics say the sanctions lacked teeth and have been applied unevenly). Protected children of those legalized by the act from deportation. Created a visa for temporary, seasonal agricultural workers, and the annual immigration ceiling rose to 540,000.
2002: Homeland Security Act
Created the Department of Homeland Security following the Sept. 11, 2001, terrorist attacks.
Created an electronic data system to maintain information on the admission of immigrants and on possible grounds for removal from the country.
2012: Deferred Action for Childhood Arrivals (DACA)
An executive action, not a law, that shielded more than 752,000 young adults from deportation.
Granted two-year work permits to certain people ages 15 to 30 who were brought to the U.S. illegally as children.
2014: Deferred Action for Parents of Americans and Lawful Permanent Residents (DAPA)
An executive action, not a law, that sought to remove the threat of deportation for more than 4 million immigrant parents of U.S. citizens or lawful permanent residents.
Implementation of DAPA was initially blocked by a federal judge. In June the Trump administration announced it was ending the program.
IMMIGRATION IN THE TRUMP ERA
President Trump, who made cracking down on illegal immigration a centerpiece of his campaign, has stepped up deportation efforts and continues to call for a wall on the U.S.-Mexico border.
Aug. 2: Reforming American Immigration for Strong Employment (RAISE) bill
Trump endorsed this measure that, in a departure from the 1965 Hart-Celler Act, would create an immigration system based on merit and skills instead of family connections. It’s estimated the measure would cut legal immigration by half.
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2018.02.24 05:31 AntonioMachado [2002] Gianfranco Biondi e Olga Rickards - The Scientific Fallacy of the Human Biological Concept of Race

Texto aqui. Pontos a reter:
Questões:
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2018.02.05 09:19 sempiternum Film in uscita questa settimana - 6/2018

Buongiorno italyTV! Come ogni lunedì, ecco i film in uscita questa settimana.

Reset - Storia di una creazione
Data uscita: 12/02/2018 Genere: Documentario Paese: Francia Anno: 2015 Regia: Thierry Demaizière, Alban Teurlai Cast: Benjamin Millepied Trama: Il coreografo e ballerino di fama mondiale Benjamin Millepied, noto nel mondo cinematografico per aver curato le coreografie de Il cigno nero di Darren Aronofsky, non appena nominato direttore del Balletto dell'Opera di Parigi tenta di rinnovare questa antichissima istituzione e prepara "Clear, loud, bright, forward", coreografia di trentatré minuti con sedici ballerini. Il film racconta la genesi dello spettacolo e la vita della compagnia di balletto nella prestigiosa istituzione francese, colta nel momento in cui il look, le idee e lo stile del giovane neo-direttore ne rivoluzionano scelte, codici, stile... e persino le assi del palcoscenico.
Trailer [ITA]
A casa tutti bene
Data uscita: 14/02/2018 Genere: Commedia Paese: Italia Anno: 2018 Regia: Gabriele Muccino Cast: Stefano Accorsi, Carolina Crescentini, Elena Cucci Trama: Il nuovo film di Gabriele Muccino, A casa tutti bene è il ritratto di una grande famiglia riunita per festeggiare le Nozze d'Oro dei nonni. Sbarcati a Ischia, dove la coppia di pensionati si è trasferita a vivere, figli e nipoti si ritrovano bloccati sull'isola a causa di un'improvvisa mareggiata che impedisce ai traghetti di raggiungere la costa. Il nutrito nucleo/cast composto tra gli altri da Pierfrancesco Favino, Stefano Accorsi e Carolina Crescentini, sarà costretto a fermarsi più a lungo del previsto sull'isoletta napoletana, sotto lo stesso opprimente tetto e in compagnia di numerosi parenti invadenti. Il confronto inevitabile farà riemergere antiche questioni in sospeso, riaccenderà conflitti e gelosie del passato, inquietudini e paure mai sopite. Ci sarà persino un colpo di fulmine, o forse è solo la tempesta che imperversa all'esterno.
Trailer [ITA]
Black Panther
Data uscita: 14/02/2018 Genere: Azione, Drammatico, Fantascienza Paese: USA Anno: 2018 Regia: Ryan Coogler Cast: Chadwick Boseman, Michael B. Jordan, Andy Serkis Trama: Dopo la morte di suo padre, mostrata in Captain America: Civil War, il giovane principe T'Challa (Chadwick Boseman) torna a casa per salire sul trono di Wakanda, un'immaginaria nazione nel continente africano, isolata ma tecnologicamente avanzata, e ricca di giacimenti di vibranio. Quando due pericolosi nemici cospirano per portare il regno alla distruzione, T'Challa è pronto a raccogliere l'eredità di suo padre e a indossare gli artigli di Black Panther.
Trailer [ITA]
La Forma dell'Acqua - The Shape of Water
Data uscita: 14/02/2018 Genere: Drammatico, Fantasy Paese: USA Anno: 2017 Regia: Guillermo del Toro Cast: Sally Hawkins, Octavia Spencer, Michael ShAnno_n _Trama: Nella sua nuova opera, La forma dell'acqua, il visionario Guillermo del Toro racconta una fiaba gotica ricca di suggestioni fantasy, ambientata nel pieno della Guerra Fredda americana (siamo nel 1963) e incentrata su una giovane eroina senza voce. A causa del suo mutismo, l'addetta alle pulizie Elisa (Sally Hawkins) si sente intrappolata in un mondo di silenzio e solitudine, specchiandosi negli sguardi degli altri si vede come un essere incompleto e difettoso, così vive la routine quotidiana senza grosse ambizioni o aspettative.
Trailer [ITA]
San Valentino Stories Data uscita: 14/02/2018 Genere: Commedia Paese: Italia Anno: 2018 Regia: Antonio Guerriero, Emanuele Palamara Cast: Luigi Esposito, Rosario Morra, Denise Capezza Trama: "San Valentino Stories" è un film a episodi che, attraverso i suoi racconti, vuole celebrare l'amore in tutte le sue forme. Tutte e tre le storie sono ambientate a Napoli e dintorni.
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Hannah Data uscita: 15/02/2018 Genere: Drammatico Paese: Italia, Belgio, Francia Anno: 2017 Regia: Andrea Pallaoro Cast: Charlotte RamplITA, André Wilms, Stéphanie VanVyve Trama: Il ritratto intimo di una donna che non riesce ad accettare la realtà che la circonda. Rimasta sola, alle prese con le conseguenze dell’arresto del marito, Hannah inizia a sgretolarsi. Attraverso l’esplorazione del suo graduale crollo emotivo e psicologico, il film indaga il confine delicato tra l’identità del singolo, le relazioni umane e le pressioni sociali.

Trailer [ITA]

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2018.02.01 19:05 TenguBlade Literally Citadel-less Cruisers: T9 FXP DD Premiums

Before we begin, I should note that this series was not actually the one I alluded to at the end of my last post.
No, this was born from a moment of madness on the HINON discord; I could not have pulled this absurdity off without dseehafer, u/phoenix_jz, and Doomlock convincing me this was a good idea.
As a note on pricing: premium DDs are generally the least doubloons for their tier. I think this should also apply to FXP premiums, despite the grind to T9 in a DD line not really being any-less expensive than for a BB or CA, but to a lesser degree to avoid buying your way into high-tier. Therefore, I would price all three of them at around 600000 Free XP, not an insignificant amount by any means. I have no idea whether Musashi and Missouri have different credit multipliers, or if the earnings disparity is just because IJN BBs have lower credit rewards for damage than average, so for the moment I won't say anything about their economy.

Germany: Z-40 (Spahkreuzer 1940)

A class of destroyer leaders ordered as part of Grand Admiral Erich Raeder's vision for a new German battle fleet under Plan Z, the Spahkreuzers essentially resembled upscaled Type 1936C destroyers. Originally-designed in 1938, they were modified to incorporate a catapult aircraft in 1939 at the expense of their torpedoes. Another design revision in 1940 enlarged them slightly to gain some more speed and reverted to torpedoes over a floatplane. This design would finally come to fruition in 1941, when Z-40 through Z-42 were ordered from the Germania shipyard in Kiel. However, an air raid in 1942 destroyed the only complete set of blueprints for the class, rendering them unable to be completed even before material shortages and shifting priorities spelled the end for the rest of the Kriegsmarine surface fleet. Z-40, the only one started, was promptly scrapped and the material used in other ships.

Survivability

Displacing 7500 tons at combat load, Z-40 has 37100HP, an unprecedented health pool for a destroyer of any tier. Armored with a 25mm weather deck and belt from the forward turret to the rear turret along her entire freeboard, she also has significant HE resistance for one, being able to shatter HE from non-IFHE destroyers and light cruisers. As a destroyer, she has no citadel hitbox either, so unless you're down to about half health, you're not at risk of deletion by BB AP like other DDs.
However, on that note, she is more vulnerable to normal-pens than other DDs. With a beam almost 2 meters wider than any other German DD, already infamous for eating a ton of normal-pens when showing the slightest angle, Z-40 will be highly-susceptible to normal-penetrations from battleships and even cruisers. Destroyers can also rip her open with AP if she broadsides - a necessity, if only occassionally, because of her gun arrangement.

Firepower

Main Battery: 3x2 150mm L/48 Tbts LC/36
  • Reload time: 6.7s
  • 180 traverse time: 22.25s
  • Sigma value: 2.0
  • Dispersion/range ratio: 9.75m spread/km range
  • HE shell: 150mm Spr. Gr.
  • Maximum HE shell damage: 2200
  • Base fire chance: 12%
  • HE penetration: standard (25mm)
  • AP shell: 150mm P.Spr.Gr.
  • Maximum AP shell damage: 3700
  • AP shell weight: 99.8lbs
  • Initial AP velocity: 835m/s
  • Initial HE velocity: 835m/s
These guns are the exact same as found on Z-23, and for good reason: the twin 150mm turrets on the Type 1936A ships were originally meant for Z-40, and found a new home on the 1936As after the destruction of her blueprints. Despite the impressive alpha damage, these guns still have about 15% less HE DPM and 35% less AP DPM than Z-46, who already has bad HE DPM for a T9 DD. The fact that Z-40 has an A-X-Y gun layout like Z-46, as well as the rather-slow traverse of the 150s, adds to the importance of leveraging your health pool to your advantage in gun fights.
Of note is that, because there are no other gun options besides the 150s, IFHE is a viable skill to take on Z-40. Giving her innate 1/4 German HE pen would be too strong with alpha and fire chance comparable to the 203mm guns on German cruisers, however, so I won't.
Secondary Battery: 2x2 88mm L/76 Dop. L. C/32
  • Reload time: 4s
  • HE shell: 88mm Spr. Gr.
  • Maximum HE shell damage: 1000
  • Base fire chance: 4%
  • HE penetration: Standard (14.67mm)
  • Initial HE velocity: 950m/s
  • Base range: 5.0km
Here for lulz more than anything else. If you do take IFHE, however, the 88s can pen just over 19mm of armor, which makes them able to contribute to anti-DD actions. Let a glorious new era of DD secondary meme kills commence!
It's come to my attention that a lot of the Spahkreuzer "what-if" designs only have a single 88 mounted facing the rear, superfiring over the rear turrets. This was the 1938 version of the ship; the second 88 on the 1941 version, to my knowledge, has an 88mm firing straight over the forward 150mm mount, while the 1939 version with the floatplane had the 88s mounted on wing turrets.
Torpedo Battery: 2x5 533mm G7 Steinbutt
  • Reload time: 112s
  • 180 traverse time: 7.2s
  • Maximum damage: 13700
  • Flood chance: 227%
  • Torpedo speed: 65 knots
  • Spotting distance: 1.3km
  • Range: 8.0km
  • Fire mode: Standard (wide spread/narrow spread)
Although she does have two more tubes than Z-46, Z-40 pays for this by having the second-longest torpedo reload at T9, being only ahead of Udaloi. I also gave her the stock torpedoes of the Leberecht Maass to further offset this advantage in alpha. The reasoning is that, with so much more health than the average destroyer, you can afford to open-water gunboat more often, and, more importantly, you can close range to make your torpedoes count.
Anti-Aircraft Battery:
  • Weapons: 2x2 88mm L/76 Dop. L. C/32, 4x2 37mm Flak LM/42, 4x2 20mm Flakzwilling 38
  • Average DPS: 16.2/41.2/16.8
  • Base range: 3.99km/3.51km/2.01km
As she lacks Z-46's DP main guns, Z-40's AA isn't nearly as good even though her light AA gun armament is virtually-identical to her tech tree cousin. The 88s make poor substitutes for the DP 128s, with a full kilometer less of range and just over a third of the per-barrel DPS.

Maneuverability

Z-40 is not overly-slow for a destroyer at 36.2 knots from 110,000SHP, but she's noticeably-slower than any adversary she'll run into besides Mahan or Akizuki. Being of slightly-worse length:beam ratio than Z-46, her turning circle is only slightly bigger at 680m, however her rudder shift time is significantly-worse at 9.2s, befitting her immense displacement and size advantage over Z-46. She will have standard engine boost for German DDs.

Concealment

With such a bulky profile courtesy of the high-mounted 88mm turrets, on top of being giant for a destroyer, Z-40 will have poor concealment for her type without a doubt. Using the concealment difference between Fubuki and Akatsuki as the basis for how much concealment penalty a high-mounted turret adds, and upscaling Z-46's silhouette (with which Z-40 has many similarities save the secondaries) based on the size differences between her and the Spahkreuzer, I estimate Z-40's base surface detection to be around 9.13km. With her hull being larger than even Tashkent and Khabarovsk, I would place her air detection at 5.13km.
As with Z-46, she will get the typical short-duration German DD smoke, with each cloud lasting just 73 seconds. However, as a German DD, she does get hydro as an offset. Due to her lower DPM, larger size, and much-worse concealment, compared to Z-46, however, I think it's okay that she keeps the same hydro as her tech tree cousin (4.68km ship detection and 3.27km torpedo spotting range) despite her huge survivability advantage.

France: Chateaurenault (Rebuilt Capitani Romani-class)

A class of 12 extremely high-speed cruisers built for the Regia Marina on the eve of WWII, the Capitani Romani class were the epitome of the Italian mania for speed, and served as the model for the Soviet Union's destroyer leader designs.
However, their late construction date saw to it that their careers were uneventful, if begun at all. Four members of the class were canceled, and another four were still under construction when Italy surrendered and they were siezed by the Germans, who sunk them as blockships. Of the three completed, Attilio Regolo was only used for mine-laying duties until the submarine Unruffled torpedoed her in November 1942, damaging her so badly her wartime career was over. Pompeo Magno, commissioned just 4 months before the Italian Armistice, accomplished nothing of significance. Ulpio Traiano was sunk by British commandos using manned torpedoes during fitting-out.
Only Scipione Africano saw action, but it would be a powerful demonstration of her strengths. During Operation Scylla, an attempt to transfer her to another base, the cruiser used her immense speed to elude detection by British MTBs until she came upon a group of four MTBs. The craft had been caught completely unaware by the lightning-fast cruiser and were unable to react until Scipione Africano was just 1km away, and a point-blank knife fight ensued between the cruiser and her assailants. In the span of just three minutes, one of the British MTBs had blown up and sank, while another had been mauled by the cruiser's main battery. Scipion Africano dodged the retaliatory torpedoes before escaping without damage, though she took some hits later from confused Italian shore batteries before making port.
Postwar, four members of the class would find new leases on life. Attilio Regolo and Scipione Africano were ceded to France and extensively-rebuilt, being renamed Chateaurenault and Guichen respectively. Pompeo Magno and Giulio Germanico, the latter raised from the harbor bottom after being sunk while incopmlete by the Germans, were refitted with American weapons and systems to serve as AA cruisers in the postwar Regia Marina, being renamed San Marco and San Giorgio respectively. The French members were decommissioned in 1961, while the Italian ones lasted until the 1980s.

Survivability

I have no idea how much the French rebuild increased Chateurenault's displacement, but such a displacement increase would obviously have negative effects on her speed, so as a result I'm going to use established numbers of the original Capitani Romanis and presume France didn't do too much to alter her characteristics. Given that the French destroyer fleet was also renown for extremely-high speed, it would make sense for them to anyways.
Therefore, using the as-built displacement of 5510 tons at combat load, Chateaurenault would have 28200HP. Unlike Z-40, who has 25mm armor over the vast majority of the hull, Chateaurenault is unarmored.

Firepower

Main Battery: 3x2 105mm L/65 Dop. L. C/37
  • Reload time: 3.33s
  • 180 traverse time: 21.18s
  • Sigma value: 2.0
  • Dispersion/range ratio: 8.76m spread/km range
  • HE shell: 105mm Spr. Gr. Kz.
  • Maximum HE shell damage: 1200
  • Base fire chance: 5%
  • HE penetration: Boosted to 1/4 (26.25mm)
  • AP shell: 105mm P.Spr.Gr.
  • Maximum AP shell damage: 1800
  • AP shell weight: 34.8lbs
  • Initial AP velocity: 900m/s
  • Initial HE velocity: 900m/s
Although these weapons were originally intended as only temporary main guns until 100mm guns could be acquired, Chateaurenault was never deemed worth the modifications for the newer 100mm/55 M1945 guns when they entered service and thus the German weapons stuck. These guns are mounted in an B-X-Y arrangement - the A turret on the original ship was removed.
To retain her usefulness as a DD trainer (as French DDs tend to use larger-than-average guns by contrast), I boosted Chateaurenault's HE penetration with the typical German formula. Given the turret arrangement and the fact that most other T9 DDs have similar or identical numbers of guns with much better individual shell performance, along with being smaller, more agile targets, I doubt this will be an issue.
Torpedo Battery: 4x3 550mm 23DT
  • Reload time: 90s
  • 180 traverse time: 7.2s
  • Maximum damage: 14833
  • Flood chance: ??? u/iku_19 why are French torpedoes not in your spreadsheet already, it's been almost a year and there's only two different torps
  • Torpedo speed: 60 knots
  • Spotting distance: 1.3km
  • Range: 9.0km
  • Fire mode: Standard (wide spread/narrow spread)
Wing-mounted torpedo launchers will be a thing on basically all French destroyers, and Chateaurenault will be no exception. However, these launchers have a very unique position, being all forward-mounted but rearward-facing as this image shows. The forward set of torpedo launchers have essentially-unimpeded arcs of fire towards the front, and from the looks of it won't have too-shabby rear arcs either. The second pair of launchers will probably have similar rear arcs and inferior forward arcs, but regardless their field of fire seems plenty-useful.
Do be aware, however, that the exposed position of the forward launchers in particular will leave them especially-vulnerable to damage.
Anti-Aircraft Battery:
  • Weapons: 3x2 105mm L/65 Dop. L. C/37, 5x2 57mm/60 ACAD M1951
  • Average DPS: 50.1/127.5
  • Base range: 4.5km/4.5km
I was seriously considering nerfing the DPS by removing the 105s' dual-purpose capability. This is an obscenely-powerful AA battery for a destroyer, outstripping Gearing and Grozovoi's totals by over 15% with far-superior DPS projection to boot due to the long range on the 57mm Bofors. However, I do want to at least give it a chance in un-nerfed form - this is an example of a balancing aspect that only live-testing experience and data can iron the bugs out of. It goes without saying that Chateaurenault will not get DF even if other French DDs end up having it.

Maneuverability

With a 110000SHP powerplant propelling her light frame, Chateaurenault, like all Romanis, can achieve incredible speeds. The class was capable of over 43 knots on trials, however wartime loads were reported to have severe detriments on their speed - not surprising given that it could add up to 1700 tons of weight, almost 45% of their standard displacement. Figures vary from a decrease of 1 knot to as much as 5, and while I'm inclined to stick with the latter figures on the grounds of realism, 38 knots is not particularly-impressive among T9 DDs, so I'm going with a compromise. Nothing fancy, just the good old meet-in-the-middle: 40 knots. While she can't keep up with the Russian destroyer leaders, Chateaurenault can keep up with anything else, including the other branch of Russian DDs.
Things go a little bit south with the rest of her handling though. Given her above-average size compared to most destroyers I'd ballpark her rudder shift at 7.94s and a 750m turning circle. Only Khabarovsk is worse among DDs in either metric. While she is French, I'm a tad hesitant to give Chateaurenault T9 French cruiser engine boost since she could push past 50 knots if she got it. Therefore, while I will give her the extended-duration engine boost of the Marine Nationale, the speed increase remains at the destroyer-standard 8%.

Concealment

I can't find any rangefinder height metrics for the Romanis, let alone the French-refitted ones, but anything more than 10km would take away half of the point of being a destroyer, especially since the German 105s tend to see sharp increases in flight time due to the light shells. As for air detection, because of Chateaurenault's powerful AA I'm artificially-nerfing a tad to 5.58km rather than the 5.3-ish it would be normally. This is because the normal range would allow you to fire on planes before they spot you with just CSM1 and a camo, whereas you need full stealth build to do so with the nerfed one.
I don't recall if WG did anything with Cyclone's smoke, but Aigle's is the standard Russian/Japanese smoke, so Chateaurenault will have the same smoke as Yugumo and Tashkent: 93 second cloud duration. Other than that, she's got nothing special.

United States: Hull (DD-945, Forrest Sherman-class)

Revisiting an old idea of mine that I wasn't able to satisfactorily-balance when I first took a stab at it.
The first class of post-WWII destroyers built for the US Navy, the Forrest Shermans are the only example of an American warship class built in the midst of the massive shift in naval weaponry and doctrines of the 1950s, with most other examples being Soviet warships. A massive departure from previous American philosophy, the class initially carried only fixed torpedo tubes, were more than 5 knots slower than even the slowest of previous American DDs, and, perhaps most noticeably, sported immense radar arrays atop a hulking superstructure. Nevertheless, they were still initially designed with guns as their primary anti-surface weapon, although several were converted into DDGs within just 5 years of service. Otherwise, their careers were largely uneventful, with the majority of their time spent screening the American carrier fleet.
The US Navy testbed for the 8"/55 MK71 Major Caliber LightWeight Gun program, USS Hull had her forward turret replaced with this weapon in 1974. The MCLWG program had its roots in the retirement of the remainder of the USN’s heavy cruisers and the mothballing of the Iowa-class battleships, leaving the 5"/54 as the navy's biggest form of artillery support. Even with rocket-assisted projectiles and modern guidance technologies, the weapon proved inadequate. Thus the USN turned to the tried-and-true 8"/55 once more. The experiment proved successful, especially given the complex engineering necessary to fit an autoloading 8" gun on a destroyer hull, and starting with the Spruance class destroyers, all American surface combatants were to use this weapon as their main battery.
Alas, budget cuts would axe many of the designs, and the MCLWG was axed even earlier in 1978. Hull would lose her prototype gun soon afterwards, and 5 years later would be decommissioned and sunk as a target in 1998.

Survivability

Displacing around 4100 tons at full combat load, Hull is still on the heavy side for a destroyer, but not by as much as other ships featured in this proposal; this gives her an HP pool of 21900HP.
However, I want to give her a unique attribute for a destroyer: parity with Mikhail Kutuzov's 26mm exterior plating. This is enough to shatter up to 6" cruiser HE, but the thicker exterior armor also offers more resistance to AP shells - at 14m wide, the same size as Z-40, it certainly won't do Hull any favors. While the armor offers a hefty boost to her HE resistance, and as a side-effect makes her able to face-tank some battleships, given her bulky superstructure (which will remain vulnerable to even Akizuki at 16mm), it's not like you'd be starved for damage against her (not to mention IFHE is pretty popular on CLs anyways). See here for just how big it was by the 1970s, which is the form she will have in WoWS.

Firepower

Main Battery: 3x1 203mm/55 MK71 Major Caliber LightWeight Gun
  • Reload time: 5.0s
  • 180 traverse time: 6.0s
  • Sigma value: 2.05
  • Dispersion/range ratio: 8.75m spread/km range
  • HE shell: 203mm HC New
  • Maximum HE shell damage: 2800
  • Base fire chance: 14%
  • HE penetration: Standard (33.83mm)
  • AP shell: 203mm AP MK21
  • Maximum AP shell damage: 5000
  • AP shell weight: 335lbs
  • Initial AP velocity: 762m/s
  • Initial HE velocity: 899m/s
I couldn't find a bursting figure for the MK71's purpose-built HE round, so I just left the MK25's stats intact. The new HE round was about 20lbs lighter but explicitly-stated to have a "larger" bursting charge than the MK25, so I don't see it as that big of a deal to go with this (since the larger bursting charge would only serve to increase fire chance anyways).
Something worth mentioning is Hull's gun arcs: the A and X turrets on the Forrest Shermans had an ~320-degree firing arc, and the Y turret did not appear to be much-worse than your typical 290-ish degree firing arc even at close range. At longer range, it's possible the barrel could elevate to the point where the firing arc could be tightened, as is the case with Ibuki's #2 turret. While the bulkier MK71 turrets probably eliminated that last possibility, by my best estimates their larger bulk wouldn't be much of a hindrance to the firing arcs at all. You can bring 2 of your guns to bear with barely any angle at all, and your third turret with not much less than a typical destroyer's. The catch is that the turrets will be incapacitated rather often; however, at about 4 times the weight of a single 5"/38 mount I doubt permanent incapacitations will be too big of an issue.
As a final note, I know people love their American 8" autobounce angles, but Hull's not getting them, at least for the time being. We don't quite have a comparable DD that I could use to help ascertain the merits of alpha strike over DPM in a destroyer duel (as Gaede and Z-23 have the problem of their 128s having especially-bad HE), and that's something I don't feel comfortable doing by pure theory either given my limited experience with DDs.
Torpedo Battery: 2x3 324mm MK46 Mod. 5
  • Reload time: 17s
  • 180 traverse time: 7.2s
  • Maximum damage: 4594/9747
  • Flood chance: 44%/82%
  • Torpedo speed: 65 knots
  • Spotting distance: 0.8km
  • Range: 7.3km
  • Fire mode: Standard (wide spread/narrow spread)
This armament was born from a thought experiment with the Mutsu's lightning-fast 21 second torpedo reload and some discussion about IJN DDs. The chief gripe with high-tier torpedoes, IJN DDs in particular, is they're so inconsistent. Long reload time places emphasis on individual hits, which aren't able to be consistently-landed on a skill opponent except at close range. Therefore, I wanted to try a different approach to balancing torpedoes by using individually-weak but quick-firing, high-stealth torpedoes with poor range, more akin to a battleship's main battery - one of the most (infamously so) potent sources of consistent damage in the game. I listed two separate flood chance/alpha strike values here: the former is based purely on the warhead weight of the MK46 torpedo, while the latter considers explosive potency; PBXN-103 has a much-higher per-unit-mass yield than most torpedo warheads. Either could be chosen depending on how the balance works out, but I'm leaning towards the former right now.
Of note is that the MK32 SVTT launchers are mounted right to the command bridge of most Forrest Shermans, which gives them excellent fields of fire both forward and astern. However, they're completely-exposed and don't have much survivability due to being so much lighter than other torpedo launchers.
Anti-Aircraft Battery:
  • Weapons: 2x2 76.2mm/50 MK33
  • Average DPS: 55.8
  • Base range: 5.01km
Weak AA DPS but good range thanks to the 3"/50's qualities - however, the mounts sit out in the open on the superstructure and just a few hits will blow them to pieces. As a USN DD, Hull will get the ability to trade engine boost for DF, but I really wouldn't recommend it. See why below.

Maneuverability

With the same powerplant as the Gearing class (who were already on the slow side) but a sizable increase in displacement, the Forrest Shermans were abysmally-slow for destroyers from the beginning, and additional equipment added throughout their lives only worsened the issue. With 70000SHP making 32.5 knots, Hull will be no exception. Her turning circle isn't bad from what I can tell, at around 590m, and although her size dulls the rudder shift advantage most USN DDs have, 4.86s is a lot better than the others in this series.
However, that top speed is an issue, no two ways about it - with her short torpedo range especially. Therefore I suggest that Hull have engine boost similar to that of La Galissonniere and Algerie with extended duration and a 15% rather than 8% speed boost. Even with it active and mounting Sierra Mike though, she's only a little faster than other T9 DDs, topping out at an absolute maximum of 39.2 knots under these conditions.

Concealment

With that bulky radar array perched on her superstructure, it should be a wonder Hull isn't permanently-spotted. However, her main battery director sits a fair bit lower than the top of radars, about 17m above the water, so I can ballpark her surface detection range rather comfortably at 8.17km. With just CSM1 and a camo, you can stealth-torp, if only by 200 meters, and with CE mastered on the captain, you can get a 0.9km stealth-torpedo window and decent detection at 6.42km. With how fast your torpedoes reload and how stealthy they are, it should hardly be necessary to have more. Make no mistake: Hull is not capable of taking what she can dish out, and if you play her like a Russian gunboat you will pay for it.
As for air detection, I ballpark it at around 4.66km, which means she can fire on planes before they get into even her base AA range. But, with only two mounts, I hardly think it's an issue. One DB attack will probably take out one or both.
So there you have it. All complaints should be forwarded to u/phoenix_jz since he's the only one responsible for this that has a reddit account.
submitted by TenguBlade to WorldOfWarships [link] [comments]


2017.10.11 21:02 neutr0 O jogador Internacional por 2 países, esquemas do futebol Português

Sem querer fazer juízos sobre a idade neste caso. Vamos falar do Tomás Dabo e qual a sua necessidade de ter sido chamado às seleções jovens Portuguesas. Qual o interesse por trás disso e quem ficou a ganhar com a sua chamada às seleções jovens? Novembro de 2009 - 16 anos e 1 mês a jogar na seleção A da Guiné-Bissau num torneio regional africano, UEMOA.
segundo a fpf nasceu em Outubro de 1993 https://goo.gl/sUjuBo - no banco https://goo.gl/gpmfEt - entra no minuto 28, onde se vê o nome completo. seria um jogo de seleções jovens? Não, prova em baixo: Pansau Nhasse estava em campo https://goo.gl/YU8KBa - data de nascimento Ou o guarda-redes - data de nascimento https://goo.gl/bMHa4Q
participou novamente em 2010 pela Guiné-Bissau: ver plantel https://en.wikipedia.org/wiki/2010_UEMOA_Tournament em 2012 chega no inicio do ano a Portugal, para jogar nas camadas jovens do Sp. Braga, antes do final do ano já tem nacionalidade Portuguesa e é chamado às selecções jovens de Portugal (outro com pai Português?, coff coff) Torna-se sub20 Português - Idade na estreia -> 18 anos 11 meses 24 dias, 14/10/2012 Vai a Toulon e ao campeonato do mundo sub20 em 2013. Não passa dos sub20. https://www.transfermarkt.pt/tomas-da…/profil/spiele236960 http://www.fpf.pt/pt/Jogadores/JogadoplayerId/949703 em 2017 torna-se internacional A guineense novamente http://www.national-football-teams.com/…/66…/Tomas_Dabo.html Estreia a 14-01-2017 vs Gabão Qual a necessidade disto? Os jovens Portugueses são maus? Não são.
submitted by neutr0 to PrimeiraLiga [link] [comments]


2017.08.15 23:53 feedreddit Longe de Charlottesville, São Paulo também celebra o “lado errado da história”

Longe de Charlottesville, São Paulo também celebra o “lado errado da história”
by Ana Maria Gonçalves via The Intercept
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A manifestação neonazista e o atentado ocorridos na semana passada em Charlottesville giram em torno da disputa simbólica da herança representada pelos monumentos confederados. A cidade da Virgínia, seguindo o exemplo de algumas outras cidades do sul dos Estados Unidos, pretende remover a estátua do general Robert E. Lee, e os supremacistas brancos estavam por lá para defendê-la.
Lee foi o militar que comandou o exército da Virgínia contra a União, numa guerra separatista que queria manter a escravidão no Sul do país. A discussão tomou fôlego em 2015, depois que um supremacista branco matou nove pessoas negras em um atentado a uma igreja em Charleston, na Carolina do Sul. A cidade de New Orleans, por exemplo, comemorou, em maio passado, a remoção do último dos quatro monumentos confederados, exatamente uma estátua do general Lee.
O prefeito Mitch Landrieu, que é branco, reconheceu que tais monumentos celebram a supremacia branca, e disse que tal ato poderia fazer com que o estado da Louisiana finalmente começasse a se curar [dos males da escravidão], pois “não é bom continuar reverenciando uma falsa versão da história e colocar a Confederação em um pedestal”, completando que há que se reconhecer que os confederados estavam no lado errado da história.
“Não é bom continuar reverenciando uma falsa versão da história e colocar a Confederação em um pedestal”Por “lado errado da história”, por mais que se tente amenizar ou mesmo mascarar a intenção dos estados do sul durante a Guerra da Secessão, deve-se entender:o lado que defendia a manutenção de uma economia baseada na escravidão.
Não é apenas nos Estados Unidos que o “lado errado da história” é celebrado e mascarado. Aqui no Brasil, em Santa Bárbara D´Oeste (SP), há mais de 30 anos acontece a Festa Confederada. Com patrocínio estatal e incluída no calendário oficial do Estado de São Paulo, a festa, segundo os organizadores, foi organizada para “manter viva a memória dos nossos ancestrais” – ou seja, os confederados que, depois de derrotados nos sul dos Estados Unidos, vieram procurar abrigo no Brasil, onde ainda havia escravidão.
A história desses ancestrais e de como chegaram a esta região do estado de São Paulo pode ser lida no livro “Brazil: the Home for Southerners” (“Brasil, lar dos sulistas”, em tradução livre), do reverendo Ballard S. Dunn. Na festa dos descendentes dos confederados brasileiros, assim como nas casas e nas manifestações dos supremacistas estadunidenses, a bandeira confederada está em todos os lugares: nas roupas, na decoração, nos uniformes, pintada no palco onde acontecem shows e apresentações.

O contexto dessa imigração

Um dos grandes problemas deixados por séculos de escravidão foi o que fazer com o enorme contingente de negros libertos ou libertados, que nunca seriam totalmente integrados à sociedade. Aos olhos dos ex-senhores e das autoridades, representavam tanto uma ameaça à ordem pública, em locais onde eram muito numerosos, como uma ameaça à composição étnica, por serem considerados inferiores.
Os Estados Unidos fundaram uma colônia na África (Libéria), para onde enviaram todos os negros que se dispunham a deixar o país, com todas as despesas pagas. A ideia de uma colônia de negros norte-americanos no Brasil, mais especificamente na região amazônica, também era bastante atraente, por ser mais perto e por acreditarem que tínhamos aqui um modelo de sociedade menos racista.
O governo brasileiro chegou a ser consultado em algumas ocasiões, abortando a ideia porque, na época, mesmo antes da Abolição por aqui, já se pensava em um processo de branqueamento da população. Havia leis que proibiam a entrada de africanos livres no país e, ainda em 1945, imigrantes deveriam ser selecionados de acordo com a “necessidade de preservar e desenvolver, na composição étnica da população, as características mais convenientes de sua ascendência européia.” A política de incentivos para atrair imigrantes europeus brancos acabou atraindo também os brancos norte-americanos.
Descendentes de sulistas americanos na Festa Confederada de 2017
Reprodução: Festa Confederada / Facebook
Com o fim da Guerra Civil, alguns sulistas brancos escravocratas se sentiram humilhados com a derrota imposta pelo norte abolicionista, acreditando que não havia mais condições de permanecerem no país. Na década de 1860, o reverendo Ballard S. Dunn fez uma longa expedição pelo Brasil e acabou escolhendo, com o aval do Imperador, uma região no interior do estado de São Paulo. Mudando-se para lá junto com várias famílias, fundou os povoamentos que dariam origem às cidades de Americana e Santa Bárbara D´Oeste. A ligação com o passado é tão forte que até 1998, o brasão de Americana ainda fazia alusões à bandeira confederada.
Nenhum problema que os descendentes de confederados brasileiros queiram continuar reverenciando seus antepassados, mas que o façam com a verdade, em respeito à História e aos descendentes de escravizados.Os descendentes dos confederados de Santa Bárbara D´Oeste, representados por uma associação chamada Fraternidade Descendência Americana, soltaram uma nota condenando e lamentando o atentado em Charlottesville. A nota contém trechos de uma mesma nota emitida em 2015, quando do atentado na igreja de Charleston, como podemos ver reportagem, e pode ser lida na íntegra aqui , mas da qual destaco:
“A Fraternidade Descendência Americana representa milhares de descendentes de imigrantes Americanos que escolheram o Brasil como novo lar após sofrerem os horrores da guerra da secessão. Este conflito resolveu todas as divergências filosóficas, políticas, econômicas e sociais, onde o lado vencedor ditou as regras para todos daquele país, cujos efeitos refletem no atual sistema de vida dos Norte Americanos. Nossos ancestrais encontraram no Brasil o abraço acolhedor e a paz para recomeçarem suas vidas, sendo seus descendentes os maiores demonstradores da integração entre raças e povos frutos dos casamentos inter-raciais que ocorrem desde das primeiras gerações de descendentes.”
E:
“Aproveitamos para ressaltar que o General Robert E. Lee é considerado um dos melhores generais da história dos EUA e que ele não possuía escravos e entendia que a escravidão era um grande mal. Ele liderou as tropas confederadas na sua luta pela independência. Desta forma, o General Robert E. Lee não representa os grupos extremistas de direita estadunidense.”
Há tantos problemas nestes dois parágrafos acima que fica difícil começar, mas vou me ater ao que se refere ao general Lee. Nenhum problema que os descendentes de confederados brasileiros queiram continuar reverenciando seus antepassados, mas que o façam com a verdade, em respeito à História e aos descendentes de escravizados.
A bandeira dos Confederados é hasteada para a festa no interior de São Paulo.
Divulgação: Festa dos Confederados / Facebook
“Informações sobre a vida de Lee foram editadas para apresentá-lo sob uma luz favorável, começando imediatamente após sua morte – até mesmo no Norte”, diz este artigo, que ainda traz a seguinte declaração do ex-escravo, escritor e abolicionista Frederick Douglass: “Dificilmente podemos pegar um jornal que não esteja cheio de bajulações nauseantes” acerca de Lee, sobre quem “parece que o soldado que mais matou homens em batalhas, até mesmo por má causa, é o maior dos cristãos, qualificado por um lugar no paraíso.”
O artigo também dá conta de que Lee teve escravos sim, ao contrário do que muitos tentam negar: “Lee possuía escravos próprios antes da Guerra Civil, até 1852 [sua esposa continuou possuindo depois disto], e considerou comprar mais depois desta data, de acordo do a biografia escrita por Elizabeth Brown Pryor, que se baseia nas correspondências de Lee.” Em carta para a esposa, o general diz o que acha da escravidão: “A escravidão, como instituição, é um mal moral e político em qualquer país”.
A Guerra Civil foi, sim, uma luta pela manutenção da escravidãoDeve ser daqui que a Fraternidade Descendência Americana tirou a declaração sobre Lee, esquecendo-se, no entanto, do que complementa essa sua declaração. Lee afirma que a escravidão era pior para os brancos do que para os negros, e que era necessário que os negros a suportassem, para que fossem civilizados:
“A dolorosa disciplina pela qual estão passando é para a instrução de sua raça… Por quanto tempo esta instituição será necessária é sabido e ordenado por uma sábia Providência Misericordiosa.”
Ou seja: só Deus sabia, e não cabia aos homens libertá-los. Aqui se confirma o argumento de que a Guerra Civil foi, sim, uma luta pela manutenção da escravidão, na qual a religião foi forte componente. O que pode ser confirmado neste artigo, que a coloca no centro das declarações dos vários estados confederados.
Ou seja, naquele tempo e agora, os símbolos confederados, como a bandeira e as estátuas do general Lee, representam um ideal defendido tanto por Trump quanto pelos supremacistas brancos: a américa para os americanos – e apenas os brancos protestantes. Os mesmos que migraram para o Brasil e deram origem às cidades de Americana e Santa Bárbara D`Oeste. Que seus descendentes queiram honrar sua memória é completamente entendível, mas que também assumam a verdade histórica da herança que trouxeram com eles.
Foto em destaque: Polícia protege estátua em Charlottesville, no último sábado, dia 12. Michael Nigro/ AP
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